Na sessão do Plenário realizada nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, o senador Eduardo Girão, do partido Novo-CE, manifestou sua oposição à eutanásia, utilizando o caso de Noelia Castillo Ramos como exemplo. A jovem, de 25 anos, optou pelo procedimento na Espanha no final de março após ter sido vítima de estupro coletivo e ficar paraplégica em decorrência de uma tentativa de suicídio. Noelia solicitou a eutanásia em 2024, apresentando também que sofria com dor crônica e depressão, embora seu pai tenha se oposto à decisão.
Girão ressaltou que o Estado deve priorizar o tratamento e a assistência a pessoas em situações de vulnerabilidade. Ele destacou a luta do pai de Noelia, que buscou apoio em cinco instâncias judiciais, incluindo o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, em sua tentativa de salvar a vida da filha. O senador enfatizou que o Estado espanhol prevaleceu sobre o amor paternal, não ouvindo o clamor do pai.
"O papel do Estado não é facilitar a morte; é garantir que ninguém precise morrer por falta de cuidado, de amor, de assistência, de tratamento", afirmou Girão. Ele argumentou que a resposta ao sofrimento humano não deve ser a morte, mas sim um cuidado mais robusto. O senador lembrou que os avanços na medicina, psiquiatria e psicoterapia oferecem ferramentas que não estavam disponíveis em gerações passadas.
A crítica de Girão à eutanásia levanta questões sobre a ética e a responsabilidade do Estado em relação à vida e ao apoio às pessoas que enfrentam situações extremas de dor e sofrimento. O caso de Noelia, segundo ele, deve servir como um alerta para o Brasil, onde debates sobre a legalização da eutanásia também estão em pauta.
A discussão em torno da eutanásia e do direito à morte assistida continua a dividir opiniões, e a fala do senador reflete uma visão que prioriza a vida e o cuidado, em vez de aceitar a morte como uma solução para o sofrimento.