O senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado pela Polícia Federal em relação a supostas irregularidades no Banco Master, foi recebido com vaias durante sua chegada ao Cortejo do Dois de Julho, evento que celebra a Independência da Bahia. A manifestação ocorreu enquanto Wagner chegava ao evento ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA) e de outros aliados políticos.
Durante a recepção, manifestantes exibiram placas com uma imagem de Wagner ao lado de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em um ato que visava criticar a presença do senador na festividade. O Cortejo do Dois de Julho é um dos maiores eventos políticos do estado, reunindo diversas autoridades e lideranças de diferentes partidos.
Além de marcar a celebração da Independência da Bahia, a festa deste ano se destacou pela ausência do presidente Lula, que não compareceu ao evento. O único candidato à presidência presente foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que se posiciona como pré-candidato à Presidência da República.
A festividade, que acontece anualmente, não apenas relembra um marco histórico para a Bahia, mas também se torna um espaço de debates e trocas de ideias entre figuras políticas, refletindo as tensões e alianças que permeiam o cenário eleitoral do estado e do país.
As vaias direcionadas a Wagner evidenciam o clima polarizado da política baiana, especialmente em um contexto onde questões ligadas à corrupção e à gestão financeira estão em evidência, influenciadas por investigações em andamento, como a que envolve o Banco Master. O evento seguiu com a participação de diversas lideranças, apesar das contestações enfrentadas por Wagner.