O senador e candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro, do PL, informou neste domingo (9/8) que não irá participar do primeiro debate entre os postulantes ao Palácio Iguaçu, que está agendado para as 20h. A atividade é promovida pela TV Bandeirantes e marca o início da corrida eleitoral para as eleições de 2026.
Em suas redes sociais, Moro expressou que sua decisão se deve ao que considera um ambiente hostil nos debates, que se transformaram em uma "rinha de galo", com troca de ataques pessoais em vez de discussões construtivas sobre propostas e questões relevantes para o estado. Ele afirmou que "ninguém quer discutir com franqueza" e que a dinâmica atual não contribui para um diálogo produtivo.
O senador ainda mencionou que sua escolha de não comparecer ao debate está ligada a uma suposta articulação entre outros candidatos para atacá-lo durante o encontro. Ele alegou que os concorrentes estão "desesperados" devido ao seu desempenho nas pesquisas e, por isso, estariam criando um "jogo combinado" contra sua candidatura.
"Não vou ao debate porque me recuso a entrar nesse jogo combinado. Não tenho medo de debate, não tenho medo de nada. Já enfrentei a corrupção e o crime organizado, mas o que enfrentamos agora é o acordo entre o PT e o PSD", declarou Moro.
Com a desistência de Moro, o debate deverá contar com a participação de Requião Filho, do PDT, e Sandro Alex, do PSD. O ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, do MDB, também é um dos candidatos mais destacados nas pesquisas, mas não estará presente no evento.
Atualmente, Sergio Moro lidera as intenções de voto na pesquisa mais recente da Quaest, com 39%. Em seguida, está Requião Filho, com 18%, e Rafael Greca, que aparece com 12%. Sandro Alex tem 7% de apoio nas intenções de voto. O levantamento também indica que Moro possui vantagem em cenários de segundo turno.