A Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa especializada em fraudes em concurso público. Conforme a investigação, o suposto esquema teria fraudado o concurso da Polícia Militar do Tocantins, realizado em junho de 2025.
Segundo apurado pela TV Anhanguera, candidatos teriam pago cerca de R$ 50 mil para que outras pessoas realizassem as provas em seus lugares. Entre os investigados que teriam contratado o esquema estão um policial rodoviário federal, um agente socioeducativo no Distrito Federal, um policial militar do Ceará e um ex-policial militar da Paraíba.
A operação “Última Etapa” foi deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins, com apoio da Polícia Civil de Pernambuco. De acordo com o delegado da DRACCO, Dr. Afonso José, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva.
A operação acontece também em Serra Talhada, mas ainda não há detalhes sobre os alvos da ação.
As investigações começaram logo após a realização das provas e contam com o apoio da comissão organizadora do concurso. A suspeita é de que o grupo tenha atuado também em outros certames pelo país.
Além de Pernambuco, a operação ocorre simultaneamente em estados como Pará, Goiás e no próprio Tocantins, evidenciando o caráter interestadual do esquema criminoso.