Leitor denuncia suspeita maus tratos de animais no Centro de Zoonozes de Serra Talhada. Fernando de Melo, 24 anos, procurou a reportagem do Farol de Notícias para relatar insatisfação com os procedimentos adotados após a apreensão de sua potra pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo ele, após o animal ter sido recolhido e encaminhado ao Centro de Zoonoses do município, ela não estaria sendo bem tratada e desconfia que os animais ficam dias sem alimentação adequada.
De acordo com Fernando, após a apreensão, o proprietário precisa comparecer ao posto da PRF para solicitar a documentação necessária à liberação. Em seguida, deve se dirigir ao Centro de Zoonoses e pagar uma taxa de R$ 100.
“Chega no Zoonoses e tem que pagar uma multa de R$ 100, dizendo eles que essa multa é para comprar o feno, capim seco, para os animais comerem”, afirmou.
O jovem leitor, no entanto, questiona a finalidade do valor cobrado e denuncia más condições no local. “Vão fazer 4 dias, eles dizem que são 5 dias para tirar de lá, e durante todos esses dias os animais estão lá sem comer. A não ser uma água, não tem nada para os animais comerem, estão todos morrendo de fome”, relatou.
Fernando afirma que não há acompanhamento de um veterinário na chegada dos animais. “O problema é que animal não é bem tratado lá, ele fica jogado lá, está a 5 dias sem comer, tem apenas uma água suja, e ainda junto com outros animais. Deveria ter um veterinário lá na chegada do animal para fazer exames em todos eles, porque as vezes tem um doente e passa para o outro pela saliva, tomando água, aí pega uma doença e morre, mas nem isso tem lá”, disse.
“Agora eles (PRF) não andam na BR sentido Salgueiro e sentido Custódia olhando né, porque na segunda-feira (9) eu quase bati em um monte de animais soltos sentido Custódia”.
O OUTRO LADO
A reportagem do Farol de Notícias entrou em contato com a gestão do Centro de Controle de Zoonozes de Serra Talhada no início da tarde desta sexta-feira (13) para ouvir a versão do órgão sobre os pontos relatados pelo leitor. Até o fechamento desta edição não obtivemos resposta da instituição.
Por Farol de Notícias


