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Saúde

SES-PE capacita rede de saúde sobre coronavírus

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A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) está atenta e atuando para preparar sua rede para a possibilidade de atendimento de um paciente suspeito para coronavírus, doença sem casos confirmados no Brasil, mas que gerou um alerta de emergência em saúde pública internacional decretado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Além de ter produzido nota técnica sobre o assunto e estar repassando os boletins do Ministério da Saúde (MS) para os serviços de todo o Estado, a SES-PE também está focada em capacitar os profissionais para que seja realizado o manejo clínico correto de um possível caso suspeito. Para isso, realizou nesta terça-feira (11.02), capacitação sobre o assunto com a rede de urgência e emergência. O evento ocorreu na sede da SES-PE, no Bongi, com transmissão para todas as Gerências Regionais de Saúde (Geres).

A capacitação foi voltada para profissionais que atuam em postos de saúde, policlínicas, UPAs e hospitais, além de ambulatórios especializados, unidades de retaguarda do SUS e Regulação. O assessor técnico de Vigilância em Saúde da SES-PE, George Dimech, ficou responsável por apresentar a epidemiologia da doença no mundo e as diretrizes de vigilância para a notificação, investigação e confirmação ou descarte de um caso suspeito. Já o infectologista Demétrius Montenegro, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), trouxe informações sobre o manejo clínico do paciente e os fluxos de acesso aos serviços de referência para coronavírus. Por último, o também infectologista Thiago Ferraz abordou o atendimento no Hospital Correia Picanço, unidade com foco no público infantil.

“Pernambuco tem duas referências públicas, o Correia Picanço e o Huoc, para fazer o atendimento especializado de um possível caso de coronavírus. Essas são unidades de excelência e com expertise em outras situações que também envolveram vírus respiratórios. Contudo, é importante que toda a rede pública de saúde esteja preparada para a eventualidade de receber uma suspeita, sabendo os procedimentos a serem adotados. Já fizemos um diálogo com a rede particular, estamos encaminhando as notas técnicas para todos os serviços e, hoje, teremos mais esse momento para trazer informações e trocar ideias para que a assistência prestada siga as recomendações nacionais e internacionais e, assim, possamos reestabelecer a saúde do paciente e ainda evitar o surgimento de casos secundários”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

O secretário ressaltou que, além do atendimento, a rede de saúde precisa estar atenta para a notificação correta do caso suspeito e para a coleta do material para análise em laboratório. “Os serviços de saúde devem notificar de imediato o Estado da suspeita de coronavírus para que todas as ações de vigilância possam ser iniciadas em tempo oportuno. As unidades também devem fazer a coleta adequada do material do paciente para que o Lacen Pernambuco envie as amostras para análise no laboratório de referência nacional, pois só assim será possível confirmar ou descartar aquele caso”, pontuou André Longo.

Além do chamado para os profissionais de saúde, o secretário estadual de Saúde lembrou a importância da população manter determinados hábitos que são eficazes para evitar diversas infecções respiratórias, como o coronavírus. “Medidas simples são indispensáveis para evitar o adoecimento por diversos vírus que provocam infecções respiratórias. Lavar as mãos constantemente, não compartilhar objetos de uso pessoal e cobrir nariz e boca ao tossir são algumas das ações que devem fazer parte da rotina de toda a população, independente da situação que o mundo vem vivendo atualmente com o coronavírus”, reforçou o secretário.

DOENÇA – Coronavírus é um vírus que tem causado doença respiratória recentemente identificada na China. Coronavírus são uma grande família viral, conhecidos desde meados de 1960, que causam infecções respiratórias em serem humanos e animais. Geralmente, infecções por Coronavírus causam doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum.  Alguns coronavírus, no entanto, podem causar casos graves com impacto importante na saúde pública como o coronavírus SARS-CoV, identificada em 2002, e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV), identificada em 2012.

TRATAMENTO – Não há nenhum medicamento específico para conter o Coronavírus. O tratamento indicado inclui repouso e ingestão de líquidos, além de medidas para aliviar os sintomas, como analgésicos e antitérmicos. Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, suplemento de oxigênio e mesmo ventilação mecânica podem ser necessários.

PREVENÇÃO – As formas de prevenção ao coronavírus são as mesmas recomendadas para a influenza: lavar as mãos frequentemente; utilizar lenço descartável ao tossir ou espirrar, cobrindo nariz e boca; evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos e copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; e evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de infecção respiratória.

NOTIFICAÇÃO – Os casos suspeitos ou prováveis devem ser notificados de forma imediata (até 24 horas) pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento, ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde PE (Cievs-PE) pelo telefone (0800.281.3041- horário institucional) ou e-mail (cievs.pe.saude@gmail.com). As informações devem ser inseridas na ficha de notificação disponível no site do Cievs (cievspe.com) e da SES-PE (portal.saude.pe.gov.br) e a CID10 que deverá ser utilizada é a: B34.2 – Infecção por coronavírus de localização não especificada. (Por Mikael Sampaio)

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Saúde

Atividade física protege saúde de crianças com baixo peso

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A pesquisa foi feita com 35 crianças entre 6 e 11 anos de idade, divididas em dois grupos: nascidas com peso menor do que 2,5kg e maior ou igual a 3kg

É o que mostra estudo publicado no periódico Nutrition, Metabolism & Cardiovascular Diseases. O trabalho foi coordenado por Maria do Carmo Pinho Franco, em uma linha de pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O trabalho foi feito com 35 crianças entre 6 e 11 anos de idade, divididas em dois grupos: nascidas com peso menor do que 2,5kg e maior ou igual a 3kg. Elas foram submetidas a um programa de treinamento de 10 semanas, que incluía sessões de 45 minutos de atividades físicas lúdicas com intensidade de moderada a vigorosa. Os parâmetros antropométricos do grupo (peso, estatura, percentual de gordura e circunferências corporais) e amostras de sangue foram coletados antes e depois do período de treinos.

Ao fim da intervenção, notou-se melhora significativa na circunferência da cintura e na aptidão cardiorrespiratória de todas as crianças. Naquelas que nasceram com baixo peso foi possível perceber ainda melhora na pressão arterial, assim como nos níveis circulantes e na funcionalidade das células progenitoras endoteliais.

“As células progenitoras endoteliais são produzidas pela medula óssea e estão envolvidas em diversos processos vasculares, incluindo a formação de novos vasos sanguíneos e o reparo dos já existentes”, explicou a pesquisadora.

No final da década de 1980, surgiram as primeiras suspeitas de que crianças nascidas a termo, mas com peso inferior a 2,5kg, tinham maior propensão a doenças cardiovasculares. Esses achados deram origem à Hipótese de Programação Fetal, postulada pelo epidemiologista britânico David Barker (1938-2013). O pesquisador observou, no Reino Unido, que nos grupos populacionais mais carentes, as taxas de doença cardiovascular eram duas vezes mais altas que nas regiões mais ricas.

Sabe-se hoje que a programação fetal pode ocorrer em resposta a diferentes condições adversas durante a gestação, como deficiências nutricionais, insuficiência placentária e estresse. Esse fenômeno pode ser interpretado como uma tentativa do feto de se adaptar ao ambiente de nutrição restrita, garantindo sua sobrevivência às custas de modificações permanentes em suas estruturas e órgãos vitais, que persistem durante por toda a vida.

Franco tem se dedicado, desde seu mestrado, ao estudo das repercussões tardias do baixo peso ao nascer. A linha de investigação começou com modelos animais e, nos últimos anos, migrou para estudos em população de crianças com foco nas alterações tardias no endotélio vascular – a camada que reveste a parede dos vasos sanguíneos.

“Nas crianças pré-adolescentes, já é possível notar alterações na diminuição da vasodilatação de determinadas artérias e alterações na pressão arterial, principalmente um aumento na sistólica [ou pressão máxima, que marca a contração do músculo cardíaco quando ele bombeia sangue]”, disse Franco. “São detalhes, mas que elevam o risco cardiovascular no futuro, caso não seja feita alguma intervenção.”

( POR NOTÍCIAS AO MINUTO)

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Saúde

Pausa Para Saúde: O impacto social da gravidez na juventude

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Vamos falar sobre a primeira semana do mês de fevereiro, que é dedicada a um alerta muito importante, principalmente aos jovens: é a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Mas esse não é um debate apenas para os jovens, pois se olharmos de perto os números do Brasil em relação a esse tema, veremos que, por aqui, aproximadamente 930 adolescentes e jovens dão à luz todos os dias. Isso mesmo que você ouviu: todos os dias!

Esse número totaliza mais de 434 mil mães adolescentes por ano. Esse número já foi maior, mas agora está em queda. Mesmo assim, o Brasil registra uma das maiores taxas se comparado aos países da América Latina e Caribe. Então aproveitando essa data, o Ministério da Saúde e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos lançaram uma campanha para prevenir a gravidez precoce. A campanha tem o slogan “Tudo tem seu tempo: Adolescência primeiro, gravidez depois”.   (Por Blog Saúde) 

 

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Saúde

Homem aguarda mais de 35h em hospital público do DF para retirar faca das costas

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Paciente deu entrada em Taguatinga na madrugada de domingo (16). Por falta de médico, na tarde desta terça (17) ele foi transferido para Hospital do Paranoá.

Um homem de 28 anos ficou mais de 35 horas no Hospital Regional de Taguatinga, no Distrito Federal, para retirar uma faca cravada nas costas. Segundo a família, ele chegou à unidade de saúde na madrugada de domingo (16), mas não havia médico para realizar a cirurgia.

Durante a tarde de segunda (17), o paciente foi transferido para o Hospital da Região Leste (HRL), antigo Hospital do Paranoá, onde deverá ser operado. Embora o HRT seja um dos maiores do DF, não havia neurocirurgião na unidade de saúde

Lâmina de 4 cm nas costas e hospital sem neurocirurgião

A espera de mais de 35 horas por atendimento na rede pública ocorreu após o homem ser vítima de um esfaqueamento, durante uma briga em um bar, no Recanto das Emas. Os familiares preferiram não se identificar por medo de ameaças.

Um vídeo gravado por uma acompanhante mostra que o homem aguardava o atendimento apenas com um curativo. A mulher contou que foi informada de que a faca está muito perto da coluna e, por isso, ela só pode ser retirada por um neurocirurgião – especialidade que não consta entre os profissionais do HRT.

“Ele está de bruços desde a hora que chegou no hospital. Ele não pode se mexer, ele não pode se alimentar direito.”

Segundo a família, o cabo da faca quebrou, mas o exame de imagem mostra a lâmina de 4 centímetros dentro do corpo do rapaz. “Deram todo medicamento pra que ele não sentisse dor e passaram a antitetânica. Mas, por enquanto, ele só tá no medicamento”, disse a acompanhante. 

O que diz a Secretaria de Saúde

À reportagem, a Secretaria de Saúde informou que o DF conta com 28 neurocirurgiões e que o “Hospital da Região Leste é referência” nesta especialidade. Questionados sobre por que o HRT não possui um especialista em neurocirurgia, a Secretaria de Saúde não respondeu.

A pasta informou apenas que “as equipes dos dois hospitais [HRT e HRL] estão em planejamento cirúrgico”.

Veja a nota na íntegra:

As equipes dos dois hospitais estão em planejamento cirúrgico, pois é preciso haver uma logística para remoção e utilização de centro cirúrgico. Tanto no HRT quanto o HRL trabalham com grande demanda de traumas que chegam a todo momento.

Os hospitais trabalham em rede, um dando apoio ao outro e, quando um paciente necessita de procedimento específico não oferecido em uma unidade, ele é removido para outra em que o atendimento é ofertado. (Por Luísa Doyle, TV Globo)

 

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