O pastor Silas Malafaia fez uma recomendação ao senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro e pré-candidato à presidência, sugerindo que ele escolha uma mulher nordestina e não evangélica como sua companheira de chapa. Em conversa com a coluna de Lauro Jardim, do O Globo, Malafaia afirmou: “Falei para o Flávio: você precisa escolher uma mulher do Nordeste”. A justificativa do pastor gira em torno de uma estratégia eleitoral que busca reforçar a imagem de Flávio como um candidato que valoriza a figura feminina.
Malafaia argumenta que essa escolha demonstraria que Flávio é um “cara de família” e que não rejeita a mulher. Para ele, a vice ideal deveria ser uma “nordestina raiz”, ressaltando que Flávio já possui uma identidade evangélica. O pastor também foi enfático ao descartar nomes ligados ao agronegócio ou ao setor empresarial, afirmando que esses não agregariam à campanha.
O pastor revelou que já havia apresentado uma estratégia semelhante ao pai de Flávio, Jair Bolsonaro, sem êxito. Em 2022, cerca de um mês antes da convenção que definiu a chapa presidencial, Malafaia passou cerca de uma hora no Palácio do Planalto tentando convencer Bolsonaro a escolher um vice do Nordeste. Ele argumentou que essa decisão era crucial para equilibrar a disputa, espelhando a lógica utilizada por Lula ao escolher Geraldo Alckmin como vice, para neutralizar a força de Bolsonaro em São Paulo e compensar a popularidade do petista no Nordeste.
O nome sugerido por Malafaia na ocasião foi o do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, natural de Pernambuco. Porém, Jair Bolsonaro optou por Walter Braga Netto, que, , é um “cara decente, um brasileiro fenomenal”, mas que não agregou valor à campanha. O pastor afirmou que, na convenção, a decisão já havia sido tomada.
Atualmente, entre as cotadas para a vice estão a senadora Tereza Cristina, do PP do Mato Grosso do Sul, e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, do Republicanos de São Paulo. Entretanto, Malafaia destaca que nenhuma delas se encaixa no perfil que ele considera ideal. Tereza Cristina, por exemplo, é do Centro-Oeste e possui uma forte ligação com o agronegócio, segmento que o pastor acredita não ser estratégico para a vice.
Malafaia fez questão de ressaltar que sua influência é limitada, afirmando: “É uma opinião que eu dei ao Flávio Bolsonaro. Eu não tenho o poder de decidir nada”.