Soraya diz que pedirá desculpas a relator de CPI se acusação de estupro não se confirmar

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A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) afirmou que pedirá desculpas públicas ao deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) caso um exame de DNA não confirme a acusação de estupro feita contra o parlamentar. Em resposta a uma publicação nas redes sociais, nesse sábado (28), a senadora disse que há “indícios suficientes” para o registro de uma notícia-crime, protocolada na Polícia Federal (PF), e defendeu que o caso seja esclarecido.

O posicionamento da senadora ocorre após Gaspar ser acusado de estupro e tentativa de suborno por ela e pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS, na sexta-feira, 27. Gaspar nega as acusações e afirma que o caso envolve um primo que teria mantido relação com uma mulher de 21 anos em Alagoas quando ele ainda era menor de idade. Soraya e Lindbergh, por sua vez, mantêm as acusações, dizem que o caso é diferente do citado pelo deputado e afirmam que a realização de exame de DNA é uma forma de esclarecer o episódio.

Ao responder a publicação, Soraya afirmou que não houve intenção de caluniar o deputado e que a medida buscou evitar prevaricação – quando um agente público omite das autoridades um fato para proteger o autor do suposto crime. Segundo ela, a questão “é simples de se resolver”, bastando que Gaspar se disponha a realizar o exame. “Caso ele não seja o pai biológico, pedirei desculpas em público pelo constrangimento causado”, escreveu.

As acusações ocorreram durante a leitura do relatório final da CPI por Gaspar, relator da comissão. A confusão começou após ele resgatar uma declaração do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso com críticas ao ministro Gilmar Mendes.

Gaspar leu um discurso de Barroso, em que afirmou que Gilmar era uma “mistura de mal com o atraso e pitadas de psicopatia”. Lindbergh pediu que ele focasse na leitura do parecer. “Isso é um relatório ou um circo?”, questionou o petista. “Deputado Lindinho, não estamos falando de Odebrecht”, disse Gaspar. “Seu estuprador”, respondeu Lindbergh. “Cale a sua boca, bandido”, treplicou o relator. As informações são do Estadão Conteúdo.

 

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