A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal irá julgar nesta terça-feira a denúncia contra os deputados federais Pastor Gil, Josimar Maranhãozinho e Bosco Costa, todos do PL, por desvio de emendas parlamentares. A Procuradoria Geral da República aponta que os congressistas enviaram recursos de emendas para a prefeitura de São José de Ribamar mediante pagamento de propina, equivalente a 25% do valor das emendas.
Ao todo, a turma analisará oito réus que respondem por crimes de organização criminosa e corrupção passiva desde março de 2025, quando a denúncia foi recebida. O caso está sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin. A PGR ofereceu a denúncia contra o grupo em setembro de 2024, após indiciamento da Polícia Federal sobre possíveis desvios em 2021.
O vice-procurador geral da república afirmou que o núcleo central da organização era composto pelos deputados Josimar, Pastor Gil e Bosco Costa, responsáveis pelo envio das emendas. O dinheiro seria repassado em troca da destinação de recursos públicos federais à cidade, totalizando R$ 6,671 milhões, conforme a investigação.
Entretanto, o valor não foi repassado aos deputados. O prefeito da época, Eudes Sampaio, declarou à PF ter sido pressionado pelos congressistas a repassar cerca de R$ 1,6 milhão. Em março deste ano, os três se tornaram réus, respondendo pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva. O inquérito foi instaurado em novembro de 2020, após uma notícia-crime do então prefeito de Ribamar, Eudes Nunes.


