A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal analisa a decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. A decisão ocorreu em meio à quinta etapa da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. O ministro Dias Toffoli, que se declarou suspeito, não participa do julgamento.
O ministro Mendonça acolheu manifestação da Polícia Federal, que aponta um núcleo estruturado para monitorar e intimidar adversários de Vorcaro. Mensagens encontradas no telefone do banqueiro indicam ordens para organizar um ataque falso contra o jornalista Lauro Jardim, conforme a apuração policial.
Além de Vorcaro, outras quatro pessoas foram presas na operação. A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão informou que ele morreu após atentar contra a própria vida. A decisão judicial também incluiu medidas de busca e apreensão em endereços em São Paulo e Minas Gerais, além do sequestro de bens que podem alcançar até R$ 22 bilhões.
O despacho de Mendonça menciona dois servidores do Banco Central suspeitos de atuar em favor do grupo investigado. Um deles, Paulo Sérgio Neves de Souza, mantinha contato frequente com Vorcaro e trocava orientações sobre documentos e reuniões com o presidente do Banco Central.


