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Suspeito de agredir cadela é preso em Dores do Rio Preto, no Espírito Santo

Um homem de 53 anos foi preso após agredir uma cadela comunitária chamada Bianca, que não sobreviveu aos ferimentos. A deputada Janete de Sá...

Uma cadela chamada Bianca, que vivia em uma comunidade em Dores do Rio Preto, no Espírito Santo, foi vítima de atos de violência que resultaram em sua morte. O agressor, um homem de 53 anos, foi detido pela Polícia Militar após arrastá-la, esfaqueá-la com um facão e, mesmo gravemente ferida, descartá-la ainda viva em uma lata de lixo. O crime ocorreu no domingo, dia 26 de julho.

Após o ataque, Bianca foi resgatada por protetores de animais da região e levada para um atendimento veterinário emergencial. Apesar dos esforços, a cadela chegou ao hospital em estado crítico, apresentando choque hemorrágico, hipotermia, traumatismo cranioencefálico e lacerações profundas, o que impossibilitou a realização de procedimentos cirúrgicos. A equipe médica optou por administrar apenas medicamentos para alívio da dor, mas Bianca não resistiu.

A deputada estadual Janete de Sá, do PSB e presidente da CPI dos Maus-Tratos aos Animais da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, expressou seu repúdio diante da decisão de conceder liberdade provisória ao suspeito, que ocorreu na terça-feira, 28 de julho. Em sua declaração, a parlamentar destacou a gravidade da situação e a possibilidade de que um crime dessa natureza contra um animal indefeso possa ser repetido contra seres humanos, como crianças e idosos.

Janete de Sá enfatizou que o Espírito Santo não pode tolerar a impunidade em casos de maus-tratos, afirmando que a legislação deve ser rigorosa contra os agressores. A deputada também mencionou que, além da brutalidade contra Bianca, há relatos de que o suspeito estaria ameaçando a tutora da cadela e outras testemunhas do crime.

Os maus-tratos a animais são considerados crime pela Lei Sansão (Lei nº 14.064/2020), que prevê penas que variam de dois a cinco anos de reclusão, além de multas e a proibição de guarda do animal. A Polícia Civil confirmou que o homem foi autuado por injúria, ameaça e crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, embora não tenha fornecido informações sobre possíveis solturas.

A coluna tentou contato com o Tribunal de Justiça do Estado, mas não obteve um retorno até o fechamento da reportagem.

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