O Ministério Público de Saúde determinou, na última segunda-feira (7/6), a suspensão da vacinação contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) utilizando o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. A decisão foi apoiada pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estão reavaliando a estratégia vacinal após a identificação de reações adversas em cerca de 500 mil pessoas vacinadas, incluindo dois óbitos.
Embora a relação entre os casos graves e a vacina ainda não tenha sido confirmada, a interrupção é uma medida preventiva até que as investigações sejam concluídas. A suspensão se aplica a todos os grupos que estavam recebendo a vacina, visando garantir a segurança dos imunizados.
Em um esforço para esclarecer dúvidas, o Instituto Butantan divulgou informações sobre a situação atual. A vacina não foi suspensa de forma definitiva; a interrupção é temporária e preventiva, com o registro do imunizante ainda válido enquanto as autoridades de saúde analisam os dados disponíveis.
As investigações continuam para verificar se existe alguma conexão entre a vacina e os casos de reações adversas graves. A suspensão temporária do uso do imunizante permitirá uma análise mais aprofundada da segurança da vacina, enquanto os episódios seguem sob investigação pelas autoridades competentes.
Para aqueles que já receberam a vacina, a proteção contra a dengue permanece. Contudo, é aconselhável que os vacinados recentemente fiquem atentos ao surgimento de sintomas como febre e busquem atendimento médico caso percebam qualquer sinal que necessite de avaliação profissional.
Os estudos realizados demonstraram que a vacina contra a dengue do Instituto Butantan possui uma eficácia global de 79,6%, e uma eficácia de 89% contra os casos graves da doença, conforme publicado em uma revista científica internacional. Esses resultados indicam uma proteção significativa contra as formas mais severas da dengue.