Aumento de 3,8% nos trens e metrô, e 6% nos ônibus, entra em vigor em 6 de janeiro, impactando milhares de passageiros.
Tarcísio de Freitas reajusta metrô e CPTM para R$ 5,40, e prefeitura eleva ônibus para R$ 5,30. Novos valores entram em vigor em 6 de janeiro.
O governo do estado de São Paulo, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta segunda-feira (29) um novo reajuste nas tarifas de metrô e trens da CPTM, que passarão a custar R$ 5,40. Simultaneamente, a prefeitura da capital, liderada por Ricardo Nunes (MDB), também confirmou o aumento da passagem de ônibus municipais para R$ 5,30.
Ambos os novos valores entrarão em vigor a partir de 6 de janeiro, impactando diretamente milhões de usuários do transporte público na Região Metropolitana de São Paulo.
O reajuste para o sistema de transporte sobre trilhos representa uma alta de 3,8% em relação ao valor anterior de R$ 5,20. Segundo a gestão estadual, este percentual está ligeiramente abaixo da inflação acumulada no período, que foi de 3,9% conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. Este é o terceiro aumento no setor desde o início da gestão Tarcísio de Freitas, que já havia elevado a passagem de R$ 4,40 para R$ 5,00 em dezembro de 2023 e, posteriormente, para R$ 5,20 no mesmo mês do ano passado. Com os sucessivos aumentos, o transporte público estadual acumula uma alta de 22,7% desde o final de 2023, período que marca o primeiro ano completo da atual administração.
Impacto nos Ônibus Municipais
No âmbito municipal, a tarifa de ônibus, que atualmente é de R$ 5,00, será elevada para R$ 5,30, configurando um aumento de 6%. Este percentual de reajuste está acima da inflação acumulada de 3,9% registrada pelo IPCA.
O último aumento da passagem de ônibus na capital havia ocorrido em dezembro do ano passado, quando passou para R$ 5,00, representando uma alta de 13,6%. Antes disso, a tarifa municipal permaneceu inalterada desde janeiro de 2020, quando subiu de R$ 4,30 para R$ 4,40, período em que a inflação acumulada foi de 32%.
A defasagem histórica é um dos argumentos para os reajustes.
Para os usuários do Bilhete Único, há um prazo para aproveitar o valor antigo. As recargas realizadas até o dia 5 de janeiro de 2024 terão o valor de R$ 5,20 debitado no caso do metrô/CPTM e R$ 5,00 para os ônibus, até que o saldo carregado seja esgotado, respeitando o prazo de 180 dias de validade.
Apenas as novas recargas feitas na categoria Comum após a data do reajuste, ou seja, a partir de 6 de janeiro, serão debitadas com os novos valores. Esta medida visa a mitigar o impacto imediato para quem se antecipar.
A tarifa para a integração entre metrô/CPTM e ônibus, um dos serviços mais utilizados pelos passageiros que dependem de múltiplos modais para seus deslocamentos diários, ainda não foi detalhada pelas autoridades. A expectativa é que o valor da integração também sofra alteração, mas os novos cálculos e o percentual de reajuste para esta modalidade específica serão divulgados em momento oportuno.
As opções para recarregar o Bilhete Único incluem totens disponíveis nas estações de metrô e CPTM, que aceitam pagamentos em dinheiro e cartão de débito. Além disso, a SPTrans oferece aplicativos e plataformas online que permitem a recarga pela internet, proporcionando maior comodidade e agilidade para os usuários que desejam evitar filas ou realizar o processo remotamente.