Tenente-Coronel relata morte da esposa PM em ligações para emergências distintas

Após o disparo que atingiu Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto fez ligações para os serviços de emergência, mudando o tom em cada uma delas.
Foto: 1 de 1 Imagem colorida mostra Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-c
Foto: 1 de 1 Imagem colorida mostra Gisele Alves Santana e o marido, o tenente-c

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, da Polícia Militar de São Paulo, fez uma ligação para o 190 minutos após a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos, ser baleada em seu apartamento. Na chamada, ele afirmou que a esposa havia se suicidado, mas pediu ajuda ao relatar que ela ainda estava viva. O áudio mostra o oficial em um tom calmo e controlado, identificando-se como membro da corporação.

Durante a conversa, ao ser questionado sobre a respiração de Gisele, o coronel disse que ela estava muito mal, pedindo que o resgate fosse enviado rapidamente. O tom da ligação chamou a atenção, uma vez que ele inicialmente afirmou que a esposa havia se matado, mas logo pediu socorro, indicando que ela apresentava sinais de vida.

Após a ligação ao 190, o oficial contatou os bombeiros pelo 193. A diferença no tom de voz é notável, com o coronel demonstrando maior aflição e desespero ao descrever a situação da esposa, enfatizando a necessidade de um atendimento rápido. Essa mudança de entonação ocorreu enquanto ele pedia socorro imediato.

De acordo com os registros, a chamada para o 190 ocorreu entre 7h57 e 8h01, enquanto uma vizinha relatou ter ouvido um forte estrondo às 7h28, possivelmente o disparo. O intervalo entre o tiro e o pedido de socorro teria sido de cerca de 29 minutos. Gisele foi levada ao hospital em estado gravíssimo após o acionamento das equipes de emergência.

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