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Política

Terceira via é incerta, e Moro ainda precisa passar por teste político, diz Lira

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 Às vésperas do ano eleitoral, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), enxerga um cenário político em que predomina a polarização entre o ex-presidente Lula (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL) e diz que a terceira via está “bastante dividida”.

“Tem muitos eleitores que pensam: nem um nem outro. Mas quem vai personificar os interesses desse eleitor é que está difícil”, disse em entrevista à GloboNews na noite desta quarta-feira (1).

Para Lira, o ex-juiz Sergio Moro está em evidência porque teve a pré-candidatura a presidente recém-lançada, mas ainda será julgado sob o ponto de vista político. “Era um homem da Justiça, reconhecido pelos atos de juiz, certos ou errados. A política ainda vai testar.”

Na avaliação do presidente da Câmara, existe curiosidade em torno da figura de Moro, mas na política o tema do combate à corrupção, apesar de ser uma pauta de todos, não basta. Ele citou questões como o combate à fome e a necessidade de investimentos sociais.

“A vida não é tão fácil quando você está com uma caneta na mão e um papel em branco para fazer despachos”, afirmou.

Apesar de considerar que a Operação Lava Jato teve acertos, o político aponta erros grosseiros que culminaram com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de apontar a parcialidade de Moro em relação a Lula.

Em março, após avaliação da Segundo Turma do STF, Lira afirmou que a parcialidade da operação “jamais poderá merecer o perdão da história”.

Aliado de Bolsonaro, o presidente da Câmara afirmou também que o centrão sempre garantiu a estabilidade do país e contribuiu inclusive com os governos dos ex-presidentes Lula e Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Lira ainda desconversa sobre a própria reeleição para o comando da Câmara.

Durante a entrevista, no entanto, ele afirmou que fez muitos esforços para dialogar no “chão de fábrica” do Legislativo, independentemente das ideologias políticas, e isso pode fortalecê-lo em uma eventual tentativa de permanecer no cargo.
Discretamente, ele chegou a minimizar o apoio de Bolsonaro para a sua eleição ao afirmar que conquistou a confiança e o voto dos parlamentares, mesmo disputando com um candidato da oposição.

A defesa do Auxilio Brasil, programa social criado pelo governo e modificado pela Câmara, foi um dos pontos de destaque na entrevista de Lira.

“O grande erro nesse momento é misturar as 20 milhões de famílias brasileiras que passam fome com a eleição 2022”, disse, ao tentar desvincular a criação do programa a uma prática eleitoreira. “A pandemia machucou muito e os que estão lá embaixo precisam desse auxílio”.

Ao ser questionado sobre o uso de recursos que seriam destinados a pagamentos de precatórios para o programa, Lira afirmou que não vê como uma alternativa orçamentária viável o corte de recursos de emendas parlamentares. Para ele, isso atingiria investimentos em áreas como o saneamento básico e outros programas sociais.

“A realidade do Brasil de verdade é muito diferente da realidade de Brasília”, pregou. “As emendas são necessárias”.

Ainda sobre os precatórios, o presidente da Câmara defendeu a criação de uma comissão para avaliar no futuro os pagamentos das dívidas que forem reconhecidas pela Justiça.

Com votação prevista para esta quinta (2) no Senado, a PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios viabiliza o Auxílio Brasil de R$ 400 no próximo ano. O governo quer estabelecer um teto para a quitação de precatórios. Os que não entrarem nessa lista serão adiados e quitados em anos posteriores.

Por:Brasil ao Minuto

 

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Política

Fábio Faria processa Ernesto Araújo por acusação de entregar ‘5G para a China’

Este é mais um episódio do embate entre o centrão, que integra a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro.

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O ministro das Comunicações, Fábio Faria, entrou com um processo na Justiça por injúria, calúnia e difamação contra o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo. Os advogados afirmam que a imagem de Faria foi “severamente atingida” pela afirmação de Araújo de que o ministro teria entregado o leilão do 5G para a China.

Este é mais um episódio do embate entre o centrão, que integra a base de apoio do presidente Jair Bolsonaro, e os apoiadores do chefe do Executivo que compõem a chamada ala ideológica, que costuma seguir ideias mais radicais e que têm como guru o escritor Olavo de Carvalho.

A declaração de Araújo que motivou o processo foi feita no podcast ConservaTalk. Nele, o ex-ministro diz que “o centrão acha que a política externa é fazer tudo o que a China quer” e cita três atores que seriam responsáveis por isso.

“Três pessoas que são chaves nisso: Ciro Nogueira, Fábio Faria, que entregou o 5G para a China, e Fábio Arruda”, disse.

A defesa de Faria, porém, afirma que “é perceptível que as ofensas não continham nenhum cunho informativo” e foram propaladas “com o nítido condão de violar a honra” do ministro.

“Tanto é assim, que o discurso de ódio do querelado restou desacompanhado de qualquer elemento informativo concreto que pudesse respaldar suas afirmações”, dizem os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso. A ação tramita na 7ª Vara Criminal de Brasília.

No podcast, Ernesto também disse que não sabe “qual era o grau de interesse econômico que essas figuras têm com a China” e diz que, para ele, o PP, que faz parte da base do governo, é o “partido de Pequim”. Faria, porém, é filiado ao PSD.

“Querelado passa a sugerir que o partido do querelante seria financiado diretamente pela República da China e, portanto, no seu entender, as ações do Ministério das Comunicações do Brasil estariam pautadas, na realidade, pelos interesses do país oriental”, afirmam os advogados.

O leilão do 5G no país ocorreu em novembro do ano passado após inúmeras idas e vindas. Ao final, as maiores operadoras de telefonia móvel do país, Claro, Vivo e Tim, arremataram as principais faixas do leilão realizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

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Política

Bolsonaro suspende reajuste salarial prometido para as carreiras policiais

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 O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (19/1), que o reajuste salarial para servidores da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Polícia Federal (PF) e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) está suspenso. O aumento era uma promessa do presidente, feita em dezembro de 2021, com a intenção de privilegiar a categoria e recuperar o apoio.  A afirmação foi feita em entrevista à “Jovem Pan News”.
Em 2021, o chefe do executivo prometeu aos profissionais de segurança pública que o governo reservaria um reajuste à categoria. Entretanto, na entrevista, Bolsonaro disse que a ideia de favorecer as três categorias estava suspensa. “A gente pode fazer justiça com três categorias e não fazer justiça com as demais, eu sei disso! Mas fica aquela velha pergunta a todos, vamos salvar as três categorias, ou vamos sofrer todos no decorrer do ano”, questiona. “Só o tempo vai dizer como será decidido”, declarou.
Bolsonaro disse ainda  que a decisão está sendo avaliada. “A intenção inicial foi sim, não vou negar, de reservar algum reajuste para os policiais federais, policiais rodoviários e ao Departamento penitenciário”, afirmou. Ele afirmou ainda que conversou com o pessoal para um reajuste em 2023. “Sei que está longe, mas por ocasião da feitura do mesmo, ano que vem os servidores serão contemplados com o reajuste salarial merecido.”
Nesta semana, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), se manifestou, afirmando que não há espaço no orçamento para a concessão de reajustes salariais a servidores. O general ainda colocou em dúvida o aumento já prometido a categorias como servidores da Segurança e da Saúde. “Você sabe muito bem que não tem espaço no orçamento para isso, né?”, apontou.
Por:Diario de Pernambuco

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Política

Bolsonaro: melhor vacina que pode ter [contra covid-19] é a própria contaminação

Bolsonaro sugeriu que a variante Ômicron é “bem-vinda”.

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Em mais uma declaração negacionista na pandemia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira, 19, que a melhor vacina que pode haver contra a covid-19 é a própria contaminação. “Para que eu vou tomar vacina se já peguei covid?”, respondeu o presidente, ao ser questionado se mantém a decisão de não se imunizar contra o coronavírus.

“A liberdade acima de tudo. Ela é mais valiosa que a nossa própria vida. Isso que nós sempre defendemos: liberdade. Quem quer tomar vacina, toma; quem não quiser, não toma”, afirmou, em entrevista à rádio Jovem Pan.

O presidente voltou a dizer que não é contra as vacinas porque o governo federal comprou os imunizantes. O Executivo, contudo, demorou para fechar o contrato com a farmacêutica Pfizer, e o próprio Bolsonaro colocou em dúvida a eficácia do primeiro imunizante contra o coronavírus usado no País, a Coronavac, fabricada pelo Instituto Butantan, do governo de São Paulo.

Depois de sugerir que a variante Ômicron é “bem-vinda”, Bolsonaro voltou ao assunto hoje e disse que os efeitos da cepa são “bastante atenuados” e que ela poderia sinalizar o fim da pandemia.

Dados apontam que a nova cepa do coronavírus tem causado menos mortes do que em outras ondas da crise sanitária, diante do cenário de vacinação mais alta, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que ainda é cedo para tratar a covid como uma doença endêmica. No Brasil, a Ômicron tem gerado uma explosão de casos de covid-19 e um aumento da busca por testes.

Por Estadão Conteúdo

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