A senadora Tereza Cristina, filiada ao PP de Mato Grosso do Sul, decidiu não se candidatar à vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro, atual membro do PL do Rio de Janeiro. Em conversa, a parlamentar deixou claro que suas intenções políticas estão voltadas para disputar a Presidência do Senado nas eleições de 2027.
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, revelou que se reuniu com Tereza Cristina para discutir os planos políticos dela, mas não fez um convite formal para que ela integrasse a chapa como vice. "Não convidei, só queria saber quais eram suas pretensões. Ela falou que ia ser candidata à Presidência do Senado", afirmou Valdemar, sublinhando o interesse da senadora em assumir uma posição de liderança na Casa.
A escolha de Tereza era considerada a preferida de Valdemar para acompanhar Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto. Contudo, a senadora já havia demonstrado resistência a essa composição, iniciando movimentos para suceder Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado, que é do União Brasil do Amapá.
A recusa de Tereza Cristina complica ainda mais a definição da candidatura a vice de Flávio Bolsonaro, especialmente com a convenção nacional do PL marcada para o próximo sábado, dia 25. O partido busca formar alianças com legendas do Centrão, mas enfrenta desafios internos, principalmente no Republicanos e na federação que inclui o União Brasil e o Progressistas.
Entre os nomes cogitados para vice, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, surge como a favorita de Flávio. Entretanto, ela enfrenta resistência de Valdemar, que acredita que a candidata precisa ter força eleitoral suficiente para agregar votos à chapa.
Além de Daniella, o PL também analisa outros nomes, como as deputadas Simone Marquetto, Clarissa Tércio, Julia Zanatta e Bia Kicis. A preferência por uma mulher nessa posição visa diminuir a rejeição de Flávio entre o eleitorado feminino, estratégia que tem sido discutida nas reuniões internas do partido.