A Federação Paulista de Vôlei anunciou que Tifanny Abreu, ponteira do Osasco São Cristóvão Saúde, está liberada para disputar o Campeonato Paulista de Vôlei, mesmo após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ter adotado uma nova política que restringe a participação de mulheres trans em competições. A decisão da Federação foi divulgada após a CBV anunciar as novas diretrizes, que incluem a exigência de um teste genético negativo para o gene SRY, relacionado ao desenvolvimento de características masculinas.
O Campeonato Paulista Feminino, que já estava em andamento, não será afetado pela nova política da CBV, conforme esclarecido pela Federação Paulista. O torneio estava sendo realizado sob as normas vigentes antes da mudança e, portanto, Tifanny poderá jogar na estreia da equipe, marcada para este sábado, dia 15, às 21h30, contra o Pinheiros.
A Federação Paulista comunicou que, após o término da atual edição do torneio, irá reavaliar a situação e as possíveis mudanças para as próximas competições. A nota divulgada pela entidade afirma que quaisquer novas diretrizes serão definidas após análise das áreas jurídica e de saúde, levando em consideração a legislação aplicável e as normas da modalidade.
A nova política da CBV foi anunciada na sexta-feira, dia 14, e se aplicará a competições como a Superliga A e B, Supercopa, Copa Brasil, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia e CBVP Challenger, todas programadas para as temporadas de 2026 a 2027. É importante ressaltar que a recusa em apresentar o teste exigido não será uma infração, mas atletas que não entregarem os resultados não poderão participar das competições.
A Federação Paulista também manifestou sua surpresa em relação à nova política, que impacta diretamente a atleta Tifanny, que defende o Osasco desde 2021 e possui uma carreira reconhecida no esporte. A FPV reafirmou seu compromisso com a segurança e o respeito aos atletas, além de garantir uma condução transparente das competições sob sua responsabilidade.