Ex-diretor-geral da PRF foi preso tentando fugir para El Salvador com passaporte falso.
A tornozeleira eletrônica de Silvinei Vasques foi encontrada em um banheiro de rodoviária no Paraguai, após sua prisão ao tentar fugir do país.
A polícia do Paraguai informou às autoridades brasileiras ter encontrado a tornozeleira eletrônica do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, em um banheiro na rodoviária municipal de Cidade do Leste. O aparelho foi localizado na madrugada da última segunda-feira (29), dias após a prisão de Vasques no Aeroporto de Assunção, onde tentava embarcar em um voo internacional para El Salvador utilizando um passaporte paraguaio falso.
A descoberta da tornozeleira eletrônica reforça a narrativa de tentativa de fuga do ex-diretor. Segundo o registro da polícia paraguaia, o dispositivo foi encontrado pouco depois das 4h, contendo informações detalhadas como código de barras, fabricante e número de registro na Anatel. O aparelho foi encaminhado ao Comando Tripartite para os procedimentos de devolução às autoridades brasileiras.
A Fuga e a Prisão
A Polícia Federal (PF) detectou a falha no monitoramento da tornozeleira eletrônica de Silvinei Vasques às 3h da quinta-feira (25), quando o sinal de GPS do equipamento parou de ser transmitido. Diante do rompimento do dispositivo, a corporação acionou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prontamente decretou a prisão preventiva do ex-diretor.
Silvinei teria utilizado um carro alugado para sair de sua residência em São José (SC) em direção ao Paraguai, num aparente plano de evasão. Sua captura no aeroporto de Assunção impediu a concretização da fuga, revelando a extensão de suas ações para evitar a justiça brasileira.
Vasques havia sido condenado neste mês a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do STF. A condenação ocorreu por sua participação em um dos núcleos da trama golpista do governo Jair Bolsonaro (PL).
Os ministros o consideraram culpado de cinco crimes, incluindo tentativa de golpe de Estado, após ele promover blitze em locais com predominância de eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia do segundo turno das eleições de 2022.
A localização da tornozeleira em um local público no Paraguai, somada à tentativa de fuga com documento falso, agrava a situação legal de Silvinei Vasques, que já enfrentava uma pesada condenação por crimes contra o Estado Democrático de Direito.