Trump Afirma Acordo Sobre Groenlândia, Mas Otan Nega Negociação

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Presidente dos EUA anunciou suspensão de tarifas após suposta reunião 'produtiva', enquanto aliados desmentem pauta de soberania da ilha.

Donald Trump anunciou um suposto acordo sobre a Groenlândia e suspendeu tarifas, mas a Otan e a Dinamarca negam que a soberania da ilha tenha sido discutida.

O presidente norte-americano, Donald Trump, marcou presença no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, com declarações contundentes. Ao chegar, o líder destacou a robustez da economia dos Estados Unidos e expressou críticas ao desenvolvimento de algumas nações europeias.

Em um ponto de sua fala, Trump reiterou sua promessa de reassumir o controle da Groenlândia, afirmando categoricamente que “é território nosso”, mas garantiu que não pretende recorrer à força para a posse da ilha.

Mais tarde, o cenário das negociações tomou um rumo inesperado. Donald Trump anunciou ter chegado a um “quadro para um futuro acordo” relativo à Groenlândia e à região do Ártico, após uma “reunião muito produtiva” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Com base nesse suposto entendimento, o presidente norte-americano declarou a suspensão das tarifas que estavam previstas para entrar em vigor em 1º de fevereiro contra países que se opunham à anexação da Groenlândia, classificando a solução como “excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da Otan”.

A notícia da suspensão das tarifas foi recebida com otimismo por alguns líderes europeus. O primeiro-ministro da Holanda, Dick Schoof, e a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, manifestaram-se positivamente, ressaltando a importância de manter e fortalecer o diálogo entre as nações aliadas no âmbito da Otan.

Otan e Dinamarca Desmentem Pauta de Soberania

Contrariando a narrativa de Trump, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em entrevista à Fox News, afirmou que a soberania da Groenlândia não foi objeto de discussão durante suas conversas com o presidente norte-americano. Rutte esclareceu que o foco do diálogo com Trump foi a proteção da vasta região do Ártico, onde há crescente atividade de chineses e russos, e as mudanças em curso exigem atenção.

Na mesma linha, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reforçou a posição soberana de seu país. Ela declarou que qualquer suposto acordo envolvendo a Groenlândia, discutido entre Estados Unidos e Otan, não coloca em xeque a soberania dinamarquesa sobre o território autônomo.

Frederiksen enfatizou que “somente a Dinamarca e a Groenlândia podem tomar decisões sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”, e que, embora questões políticas como segurança e investimentos possam ser negociadas, a soberania não está em discussão.

As declarações de Trump sobre tarifas remetem a episódios anteriores de sua administração. Há cerca de um ano, em seu segundo mandato na Casa Branca, ele já havia ameaçado aplicar tarifas a diversos parceiros comerciais, incluindo a União Europeia, em um contexto de tensões comerciais.

Na ocasião, as divergências foram apaziguadas por um acordo comercial entre Bruxelas e Washington, que estabeleceu um limite máximo para as tarifas aduaneiras. As tarifas recentes, ameaçadas por Trump, seriam de 10% a partir de fevereiro e 25% a partir de junho, sobre produtos de oito países europeus que se opuseram ao controle dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.

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