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Saúde

Vacina vira vítima do seu próprio sucesso em Pernambuco

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Com a diminuição dos riscos de transmissão de algumas doenças (algumas até já erradicadas no Brasil, como a poliomielite), a população passa a se preocupar mais com mensagens equivocadas sobre a imunização do que com a importância de se proteger. Esse é um dos fatores que levam à criação dos movimentos antivacina, que lamentavelmente crescem em todo o mundo e trazem prejuízos irreversíveis à saúde pública. O fenômeno não tem base científica e compartilha reflexões capazes de aniquilar os ganhos que o Brasil alcançou com a vacinação. 

“Nunca devemos baixar a guarda. Os patógenos (organismos, como vírus e bactérias, capazes de levar a enfermidades) estão ao nosso redor. Se a cobertura não for boa, corremos o risco de ver casos de doenças que já foram responsáveis por milhares de complicações e mortes”, frisa a infectopediatra Ângela Rocha, chefe do Setor de Infectologia Pediátrica do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), em Santo Amaro, área central do Recife. “Estou no serviço desde 1973 e já acompanhei doenças que eram muitos comuns, como difteria. Houve uma época em que o setor atendia anualmente mais de 200 casos da doença, hoje controlada graças à imunização”, diz a médica. 

Em Pernambuco, o último caso de difteria aconteceu no ano passado: um jovem de 18 anos, residente em Salgueiro, no Sertão, teve a infecção. Em 2017, não houve casos e, em 2016, uma bebê menor de 1 ano, moradora de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, teve a doença. Como o Brasil apresentou redução na incidência da enfermidade por causa da ampliação das coberturas vacinais, a difteria se tornou rara. 

A taxa atual para difteria, no entanto, requer cautela em Pernambuco. Em 2018, a cobertura vacinal, que deveria ser de 95%, ficou em 89,5% entre os menores de 1 ano. Um detalhe é que a vacina também protege contra coqueluche e tétano. Assim, quem não está imunizado fica susceptível às três doenças.

“As vacinas são mesmo vítimas do seu próprio sucesso. Com as aplicações rotineiras nos anos 1990 e 2000, tivemos praticamente controle das doenças que eram vistas com muita frequência, como sarampo e pólio. A imunização também diminuiu bastante a incidência das doenças meningocócicas. Não temos mais epidemias dessa enfermidade como há anos. Então, isso passa uma falsa segurança para as famílias, que deixam de se proteger porque não veem mais casos”, salienta o pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, que não se cansa de lutar contra o antivacinismo.

“Não duvido da segurança e da eficácia das vacinas. Minha filha Luana fez 5 meses e já trouxe ao posto para tomar a segunda dose da meningocócica C”, conta a psicóloga Sylvia Luna, 28 anos

“Tenho a caderneta da infância, que registra todas as vacinas que já tomei. Vim ao posto tomar tríplice viral e hepatite B”, diz a estudante do curso técnico de enfermagem Olga Barros, 21 anos.

(Por PE notícias)

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1 Comentário

1 Comentário

  1. Sayure D. Santos

    18 de março de 2019 às 09:46

    Olá, adorei o seu artigo.. Muito bom o conteúdo, já até me registrei pra continuar recebendo seus conteúdos! Aproveita e também dá uma olhadinha no meu, pois tenho informações complementares por lá. Acredito que irá gostar muito! Sucesso.

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Saúde

Duelo de titãs. Mel ou açúcar, qual é a opção mais saudável?

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Muitas pessoas acreditam que o mel é melhor que o açúcar para manter os alimentos mais saudáveis e naturais. Mas será que é verdade?

Primeiro é necessário comparar os valores nutricionais de ambos os alimentos. De acordo com os dados do United States Department of Agriculture (EUA), o mel e o açúcar apresentam características bastante distintas na sua composição.

Mel

Calorias: 64;

Gordura: 0 gramas (0 g saturadas);

Proteína: 0,1 g; Sódio: 0 mg;

Hidratos de carbono: 17 g;

Açúcar: 17 g;

Fibra: 0 g.

Calorias: 49;

Gordura: 0 g;

Proteína: 0 g;

Sódio: 0 mg;

Hidratos de carbono: 13 g;

Açúcar: 13 g;

Fibra: 0 g.

Ou seja, surpreendentemente uma colher de sopa de mel equivale a cerca de uma colher e meia de açúcar refinado!

Quase 100% das calorias do mel são derivadas do açúcar e contém ainda mais carboidratos e açúcar por porção de uma colher de sopa do que o açúcar comum.

Todavia, nem tudo é o que parece: “Devido ao seu alto teor de frutose, o mel é cerca de uma vez e meia mais doce que o açúcar”, diz a norte-americana Melissa Joy Dobbins, especialista em alimentação, o que significa que pode usar menos quantidade do adoçante natural quando cozinhar e ainda obter o mesmo gosto do açúcar.

Os benefícios do mel para a saúde

Apesar do mel ter mais calorias, estas não são consideradas vazias. Isso porque o alimento contém flavonóides e ácidos fenólicos (antioxidantes poderosos), de acordo com Dobbins, além de alguns minerais como o potássio, que equilibra os eletrólitos, o cálcio, que fortalece os ossos, e o ferro, que combate a anemia.

E recorda-se quando a sua mães lhe dizia para colocar mel no chá quando estava com gripe? Bem ela tinha razão. Uma pesquisa realizada pela revista Frontiers in Microbiology descobriu que o adoçante natural combate a constipação de diversas forma, podendo até ser mais eficaz do que os antibióticos.

Por Notícias ao Minuto

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Saúde

CNM e AMUPE realizam curso sobre saúde nos municípios

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Gestão da Saúde nos Municípios é o curso do CNM Qualifica que a Amupe promove no dia 22 de 8h às 17h, com a mestra Carla Alber, atualmente doutoranda no PPG de Saúde Coletiva da UFSC, doutora em Psicologia Social (PPGP/PUCRS) e Mestre em Economia do Desenvolvimento (PPGE/PUCRS).

A consultora da CNM expõe entre outros, sobre o Panorama da Saúde/CNM; Contexto da Política Nacional de Pública em 2019; Fonte de dados para o Planejamento em Saúde; Organização do SUS; Gestão de Pessoal & Financiamento; Promoção e Saúde; Financiamento da Saúde nos Municípios e Instrumentos de Planejamento e Avaliação da Saúde.

As inscrições estão abertas e são gratuitas a municípios filiados a CNM. O curso direcionado aos gestores e servidores públicos municipais. Veja a programação.

Curso: Gestão da Saúde nos Municípios

Local: Sede da Amupe, Av. Recife, 6205- Jardim São Paulo

Inscrições: Gratuita

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Diabetes

Dia mundial chama atenção para o estigma da obesidade

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A obesidade é fator de risco e agravante de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer

dia 11 de outubro é a data em que se celebra o Dia Mundial da Obesidade, e na campanha deste ano, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica trazem a mensagem sobre a importância do combate à discriminação por causa do peso e de tratar o assunto com respeito.”Obesidade Eu Trato com Respeito”, é o tema da campanha.

“É fundamental aumentar a conscientização sobre prevalência, gravidade e diversidade do estigma do peso. Os retratos da obesidade na mídia frequentemente reforçam estereótipos imprecisos e negativos sobre as pessoas obesas, o que pode levar ao estigma do peso. As campanhas pedem uma movimentação para acabar com o uso de linguagem e imagens estigmatizantes e retratar a obesidade de maneira justa, precisa e informativa”, dizem as entidades.

Além de reduzir a qualidade de vida, a obesidade é fator de risco e agravante de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer. O tratamento deve ser contínuo e acompanhado por profissionais capacitados para que o quadro não piore com o passar dos anos.

A data foi proclamada em 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para apoiar soluções que ajudem as pessoas a alcançar e manter um peso saudável e estimular políticas de combate a esse problema de saúde pública. Cerca de 13% da população adulta do mundo é obesa. No Brasil, mais da metade dos brasileiros, 55,7%, estão com excesso de peso e a prevalência da obesidade é de 19,8%. Com informações da Agência Brasil

Por Noticias ao Minuto

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