O número de fatalidades em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela alcançou a marca de 3.685, conforme o último balanço apresentado pela administração do país nesta terça-feira, 7 de julho. O total de feridos permanece em 16.740, sem alteração em relação ao boletim anterior, divulgado no dia 6 de julho.
As operações de resgate, que já duram 14 dias, resultaram na recuperação de 6.462 pessoas desde o início dos trabalhos. Os terremotos, que ocorreram no dia 24 de junho, foram marcados por dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5, que causaram destruição em várias regiões venezuelanas.
De acordo com os dados oficiais, 17.907 pessoas foram diretamente afetadas pelos tremores. Além disso, 86.794 famílias receberam assistência, e 856 edificações foram danificadas, sendo que 190 delas desabaram completamente. As cidades de Caracas e La Guaira figuram entre as mais impactadas.
A dimensão dos danos pode ser ainda mais ampla, conforme uma análise da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (Nasa), que estima que quase 60 mil edifícios tenham sofrido algum tipo de dano. As equipes de resgate seguem atuando nas áreas afetadas, com o apoio de especialistas de mais de 30 países, incluindo o Brasil.
Os esforços de socorro contam com a colaboração de 4.338 socorristas internacionais. A situação continua crítica, com estimativas da sociedade civil indicando mais de 30 mil pessoas desaparecidas, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) reporta que os desaparecidos podem ultrapassar a marca de 50 mil.
No que diz respeito ao impacto geral, a tragédia provocou um cenário de desolação, com muitos venezuelanos buscando por familiares em meio aos escombros. As imagens de satélite revelam a gravidade da situação, mostrando prédios desabados e danos generalizados na infraestrutura do país.