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Venezuelanos são presos no Aeroporto de Quito

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As pessoas foram presas por suspeita de obtenção de informações sobre os movimentos do presidente equatoriano Lenín Moreno

Dezessete pessoas – a maioria de nacionalidade venezuelana – foram presas quinta-feira (10), no Aeroporto de Quito (Equador), por suspeita de obtenção de informações sobre os movimentos do presidente equatoriano Lenín Moreno.

Segundo informações do governo equatoriano, autoridades equatorianas suspeitam de vínculos entre o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e os protestos indígenas e das centrais sindicais iniciados no Equador a partir de 1º de outubro.

“Dezessete pessoas foram detidas no Aeroporto de Quito esta manhã. A maioria deles venezuelana. Em sua posse, informações sobre os movimentos do presidente e vice-presidente”, informou a ministra do governo do Equador, María Paula Romo, em sua conta no Twitter.

O texto é acompanhado por uma fotografia na qual alguns dos detidos são vistos, ajoelhados e segurando as mãos contra a parede.

“Cada novo evento confirma todos os interesses que estão por trás do caos no país. Enfrentamos isso com a força da lei, a defesa da democracia e sem subestimar o que está em jogo”, afirmou a ministra. Com informações da Agência Brasil

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Surto de covid-19 nas Américas está longe de acabar, dizem cientistas

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O observatório Fluminense Covid-19 aponta que o momento é de aumento do número de casos e mortes ou uma estabilização em patamares muito elevados no continente

Enquanto em vários países europeus os gráficos que acompanham a evolução da pandemia de covid-19 demonstram um controle da doença, ao menos temporário, na América Latina, um estudo do Observatório Fluminense Covid-19 (https://www.covid19rj.org) aponta que o momento é de aumento do número de casos e mortes ou uma estabilização em patamares muito elevados no continente.

Dos 15 países da América Latina analisados pelo projeto (não entram no monitoramento do grupo El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras e Nicarágua), o gráfico chamado de semáforo indica que apenas Cuba e Uruguai estão no indicador verde, que significa que o país está “vencendo” a epidemia quanto ao número de casos registrados por semana. Na métrica por número de mortes por semana, o Paraguai também entra no verde.

Estão na cor amarela, que indica “quase lá” no enfrentamento à pandemia, Chile, Equador e Paraguai para novos casos por semana e apenas o Equador para o número de mortes. Todos os outros estão no vermelho para as duas medidas, ou seja, “precisam agir” para controlar a disseminação do novo coronavírus.

O Observatório Fluminense Covid-19 é formado por cientistas e estudantes de sete instituições de ensino e pesquisa, entre elas a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Integrante do projeto, o professor Americo Cunha, do Instituto de Matemática e Estatística da Uerj, destaca que o gráfico indica uma tendência da pandemia e a cor muda de acordo com o desenho formado pela curva epidemiológica.

“A gente classifica a situação em vermelho, amarelo ou verde de acordo com a forma do gráfico. Quando a epidemia passa, a curva segue um esquema: ela sobe, passa por um platô e depois desce. Não é igual para todos os países, pode ser mais inclinado para esquerda ou para direita, a subida mais lenta ou mais rápida. Se você olhar a curva de Cuba, por exemplo, ela já tem esse formato fechado. Equador está em amarelo porque subiu, desceu, subiu e está estacionado num patamar ainda relativamente alto”.

O número de casos por milhão de habitantes varia muito na região, indo de 212 em Cuba e na faixa de 280 no Uruguai e na Venezuela, até 15.800 no Chile. Panamá e Peru estão na faixa de 9.500 por milhão e o Brasil em 8 mil por milhão.

Em número de mortes, Venezuela e Paraguai registram três óbitos por milhão, a Costa Rica tem cinco e Cuba e Uruguai estão com oito mortes por milhão de habitantes. Na ponta oposta, estão acima de 300 mortes por milhão o Chile, o Peru e o Brasil. Os dados foram consolidados na quarta-feira (8).

Cunha explica que a América Latina tem países de tamanhos muito diferenciados, portanto é limitado fazer uma análise abrangente do ponto de vista epidemiológico. De acordo com ele, a métrica global de cada país deve ser levada em conta como uma média das epidemias internas.

“Cada país tem mais de uma única epidemia em curso. O Brasil mesmo tem centenas de epidemias, cada uma com seu curso próprio, algumas onde já está esgotando, outras ainda acelerando. O mesmo panorama acontece na América Latina nos diferentes países. Mas em países muito pequenos, na América Central, no Uruguai, o número global do país é um bom termômetro da situação local”.

O último boletim do Centro de Relações Internacionais em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cris-Fiocruz) sobre o Panorama da Resposta Global à Covid-19 (), divulgado na terça-feira (7), destaca que as Américas são o atual epicentro da pandemia e concentram mais de metade dos mortos e dos casos no mundo, liderados, de longe, por Estados Unidos e Brasil, únicos países que alcançaram a casa do milhão de infectados.

O planeta passa dos 12 milhões de casos confirmados de covid-19 e dos 556 mil óbitos, com Estados Unidos passando de 3 milhões de casos e de 133 mil mortes. O Brasil tem 1,8 milhões de casos e ultrapassou 70 mil mortes, o que corresponde a um estádio do Maracanã lotado.

Sobre América Latina, o boletim alerta que a disseminação da doença continua intensa na América Central, com uma situação um pouco melhor nas ilhas do Caribe e destaca que as medidas precoces adotadas no início da pandemia no continente ajudaram a evitar uma tragédia maior, embora no momento a pressão pela reabertura esteja grande.

“Manter essas medidas não tem sido fácil, principalmente devido ao seu impacto econômico e social. Os governos estão agora sob pressão para diminuir as restrições por razões econômicas e políticas, mesmo com o aumento da transmissão. Nesse sentido, a situação na Colômbia é impressionante”, informa o documento.

Os dados do Observatório Fluminense indicam que a Colômbia está com uma curva crescente no número de casos e de mortes por covid-19. No México, terceiro país com mais mortes no continente americano, o relatório do Cris-Fiocruz destaca a taxa de mortalidade por covid-19 entre crianças está três vezes maior do que nos Estados Unidos, enquanto a capital, Cidade do México, planeja a reabertura.

No Peru, o bloqueio nacional foi suspenso e a quarentena passa a ser nas regiões mais afetadas enquanto o Uruguai reabriu as escolas. 

A análise do Cris-Fiocruz aponta que o surto nas Américas pode permanecer com picos pelos próximos dois anos.

“Na ausência de tratamentos eficazes ou de uma vacina amplamente disponível, espera-se que a região das Américas experimente surtos recorrentes da covid-19 nos próximos dois anos, que podem ser intercalados por períodos de transmissão limitada. Nesse sentido, todos têm que se adaptar ao novo modo de vida e redefinir nosso senso de normalidade”.

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Coronavírus já matou 556.140 pessoas e infectou mais de 12,3 milhões no mundo

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Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.220 novas mortes, Estados Unidos (739) e México (730).

pandemia do novo coronavírus já matou 556.140 pessoas e infectou mais de 12,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP de hoje, baseado em dados oficiais dos países. De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, 12.361.580 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 6.593.400 agora são considerados curados.

Contudo, a AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infecções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem de quinta-feira, 5.112 novas mortes e 224.319 novos casos foram registrados em todo o mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.220 novas mortes, Estados Unidos (739) e México (730).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 133.542 mortes em 3.144.472 casos. Pelo menos 969.111 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 69.184 mortes e 1.755.779 casos, o Reino Unido, com 44.650 mortes (288.133 casos), a Itália, com 34.938 mortes (242.639 casos) e o México, com 33.526 mortos (282.283 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ter o maior número de óbitos per capita, com 84 mortes por 100.000 habitantes, seguido pelo Reino Unido (66), Espanha (61), Itália (58) e Suécia (55).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente 83.585 casos (quatro novos entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.609 recuperações.

Desde quinta-feira a Namíbia anunciou sua primeira morte relacionada com o vírus.

A Europa totalizava hoje, 201.723 mortes e 2.803.100 casos, os Estados Unidos e Canadá 142.335 mortes (3.251.493 casos), América Latina e Caribe 138.337 mortes (3.186.561 casos), a Ásia 41.422 mortes (1.658.293 casos), o Oriente Médio 19.555 mortes (893.896 casos), a África 12.633 mortes (557.308 casos) e a Oceânia 135 mortes (10.929 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde.

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia de dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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Vírus já matou 556.140 pessoas e infectou mais de 12,3 milhões no mundo

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Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.220 novas mortes, Estados Unidos (739) e México (730).

pandemia do novo coronavírus já matou 556.140 pessoas e infectou mais de 12,3 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço da agência AFP de hoje, baseado em dados oficiais dos países. De acordo com os dados recolhidos pela agência noticiosa francesa, 12.361.580 casos de infecção foram oficialmente diagnosticados em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan, dos quais pelo menos 6.593.400 agora são considerados curados.

Contudo, a AFP avisa que o número de casos diagnosticados reflete apenas uma fração do número real de infecções, já que alguns países testam apenas casos graves, outros usam o teste como uma prioridade para rastreamento e muitos países pobres têm apenas capacidade limitada de rastreamento.

Desde a contagem de quinta-feira, 5.112 novas mortes e 224.319 novos casos foram registrados em todo o mundo.

Os países com mais óbitos nas últimas 24 horas são o Brasil, com 1.220 novas mortes, Estados Unidos (739) e México (730).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 133.542 mortes em 3.144.472 casos. Pelo menos 969.111 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil, com 69.184 mortes e 1.755.779 casos, o Reino Unido, com 44.650 mortes (288.133 casos), a Itália, com 34.938 mortes (242.639 casos) e o México, com 33.526 mortos (282.283 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica continua a ter o maior número de óbitos per capita, com 84 mortes por 100.000 habitantes, seguido pelo Reino Unido (66), Espanha (61), Itália (58) e Suécia (55).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente 83.585 casos (quatro novos entre quinta-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes e 78.609 recuperações.

Desde quinta-feira a Namíbia anunciou sua primeira morte relacionada com o vírus.

A Europa totalizava hoje, 201.723 mortes e 2.803.100 casos, os Estados Unidos e Canadá 142.335 mortes (3.251.493 casos), América Latina e Caribe 138.337 mortes (3.186.561 casos), a Ásia 41.422 mortes (1.658.293 casos), o Oriente Médio 19.555 mortes (893.896 casos), a África 12.633 mortes (557.308 casos) e a Oceânia 135 mortes (10.929 casos).

Esta avaliação foi realizada usando dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial da Saúde.

A AFP avisa que devido a correções pelas autoridades ou a publicação tardia de dados, os números de aumento de 24 horas podem não corresponder exatamente aos publicados no dia anterior.

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