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Vereador denuncia abate irresponsável no matadouro de Serra Talhada

O vereador Rosimério de Cuca fez uma grave denúncia na tribuna da câmara, nessa terça-feira(22). Em tom de indignação, o parlamentar disse que tinha relatos graves...

O vereador Rosimério de Cuca fez uma grave denúncia na tribuna da câmara, nessa terça-feira(22). Em tom de indignação, o parlamentar disse que tinha relatos graves sobre o abate de vacas prenhas, e também bezerros, no matadouro público de Serra Talhada, localizado na zona rural.

De acordo com o parlamentar, três pessoas tinham lhe procurado, e exigiu que uma comissão parlamentar fosse formada, para investigar, in loco, a denúncia.

“Hoje eu vim a tribuna porque eu estive em Caiçarinha da Penha, esta semana, e três pessoas me fizeram uma denúncia, e apelo ao presidente da Casa, Manoel Enfermeiro, que a gente forme uma comissão para fiscalizar o matadouro de Serra Talhada”, disse o governista, explicando:

“O que acontece é o seguinte: Estão matando vacas no matadouro de Serra Talhada em dias de ganhar bezerro. Inclusive, animais que nascem já com pêlos. Isso não pode, é um pecado. Essas pessoas não pensam no amanhã, que pode acarretar num castigo divino. Não pode acontecer isso. E o pior: nós vamos comer esta carne. Isso é uma irresponsabilidade. Vamos fiscalizar, e se constatando, cabe ação do Ministério Público e processo. Eu estou falando que isso foi denúncia de quem vende gado. Até bezerros estavam sendo abatidos. Isso não existe”.

CRIME PREVISTO EM LEI

O abate de vaca prenha, especialmente em fase avançada da gestação, pode ser considerado crime de maus-tratos.

A legislação brasileira e algumas leis estaduais já tratam o transporte e abate de fêmeas gestantes como uma prática cruel e que pode configurar crime, com penas que incluem prisão e multa. 

Argumentos a favor da proibição do abate de vacas prenhes:

  • Crueldade com os animais:A gestação e o parto são processos delicados e o abate de vacas prenhes pode causar dor, sofrimento e estresse tanto para a vaca quanto para o feto. 
  • Desrespeito ao bem-estar animal:A prática contraria os princípios de bem-estar animal e viola a legislação que protege os animais de tratamentos cruéis. 
  • Possibilidade de aborto ou parto prematuro:O transporte de vacas gestantes para o abate pode aumentar o risco de aborto ou parto prematuro. 
  • Dor e sofrimento do feto:Existe evidência científica de que fetos de mamíferos têm capacidade de sentir dor e sofrer, e o abate de vacas prenhes não garante a insensibilização dos fetos. 
  • Avanço da legislação:A legislação brasileira e algumas leis estaduais já tratam o abate de fêmeas gestantes como uma prática cruel e que pode configurar crime. 

Por Farol de Notícias

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