A Polícia Federal (PF) identificou o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como um dos principais responsáveis por coordenar atividades relacionadas a um esquema investigado pela OPERAÇÃO Sem DESCONTO. Segundo as informações, o parlamentar teria funções como formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos e interferir em decisões patrimoniais no contexto de descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a PF deu início a uma nova fase da OPERAÇÃO Sem DESCONTO, realizando 18 mandados de busca e apreensão em locais no Distrito Federal e no Maranhão. A ação incluiu alvos que são parentes do senador, além do advogado Willer Tomaz, que é descrito como uma figura central, com vínculos a empresas, imóveis e operações financeiras.
As investigações da PF tiveram início após a detecção de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais supostamente realizadas por meio de pessoas físicas e jurídicas, utilizando contas bancárias de terceiros e operações em dinheiro, com a intenção de ocultar a origem e o destino dos recursos envolvidos.
O gabinete de Weverton Rocha foi contatado para que o senador pudesse se manifestar sobre a nova etapa da OPERAÇÃO Sem DESCONTO, mas não houve resposta até a publicação da reportagem. O texto será atualizado caso haja retorno do senador.
Em contrapartida, Willer Tomaz emitiu uma nota à imprensa, na qual esclarece que a busca e apreensão se deve ao fato de ser proprietário da aeronave utilizada pelo senador em caráter pessoal. Ele também afirma que não está sendo investigado no âmbito da OPERAÇÃO Sem DESCONTO e que não possui qualquer relação com o esquema de fraudes em descontos previdenciários.
A OPERAÇÃO Sem DESCONTO foi deflagrada em 23 de abril de 2025, com o objetivo de apurar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. As investigações revelaram indícios de irregularidades na cobrança de mensalidades associativas sem a autorização dos beneficiários, o que resultou na demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT).