O ex-presidente do Sport, Yuri Romão, se posicionou sobre as recentes declarações da atual diretoria a respeito de uma operação financeira que envolve sua empresa, Múltipla, e os recebíveis da Liga Forte União. Em entrevista ao Blog do Torcedor, Romão esclareceu que o valor transferido não se tratou de um repasse indevido, mas sim do ressarcimento de valores emprestados ao clube para o cumprimento de obrigações financeiras.
A manifestação de Romão ocorreu após o presidente do Sport, Matheus Souto Maior, e o vice-presidente jurídico, Lucas Leite, terem detalhado, em uma conversa no programa Fórum Esportivo, da Rádio Jornal, uma transação que abrangeu o Sport, o Banco Genial e os direitos de transmissão da Liga Forte União, além da empresa administrada por ele.
De acordo com o ex-presidente, a operação foi necessária porque o Sport, que se encontra em recuperação judicial, não poderia acessar crédito bancário diretamente sem uma autorização judicial específica. Romão destacou que esse processo poderia levar de 30 a 60 dias, o que tornaria a obtenção do crédito inviável em um prazo mais curto.
Romão também contestou os números apresentados pela atual gestão, que falam em um montante de R$ 630 milhões. O ex-presidente enfatizou que a operação foi realizada de forma transparente e que não houve qualquer irregularidade nas transações. Para ele, a crítica à operação é infundada e não reflete a real situação financeira do clube.
A gestão atual do Sport continua a enfrentar desafios significativos em meio a um cenário de recuperação. As declarações de Romão levantam questões sobre a transparência e a condução das finanças do clube, além de indicar possíveis divergências entre as administrações passadas e presentes. O desdobramento dessa situação pode impactar a relação do clube com seus torcedores e investidores, que buscam clareza em relação aos rumos financeiros do Sport.