O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou neste domingo que a responsabilidade pela guerra em seu país recai exclusivamente sobre a Rússia e seu presidente, Vladimir Putin. A afirmação foi feita em uma publicação na rede social X.
Zelensky enfatizou que a Rússia iniciou o conflito e se recusa a finalizá-lo. Segundo ele, desde o início da invasão em grande escala, em 24 de fevereiro de 2022, Putin demonstra “total desprezo” pelas vidas perdidas, tanto de soldados russos quanto ucranianos.
A declaração ocorre após acusações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a liderança ucraniana não demonstra gratidão pelo apoio americano. Zelensky respondeu agradecendo aos Estados Unidos, “a cada americano e, pessoalmente, ao Presidente Trump, pela assistência que tem salvado vidas ucranianas”. Ele também estendeu seus agradecimentos à Europa, ao G7 e ao G20, ressaltando a importância de manter o apoio internacional e não perder de vista o objetivo principal: deter a guerra da Rússia e impedir que ela recomece, defendendo que a paz precisa ser digna.
Neste domingo, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, era aguardado em Genebra para discutir com a Ucrânia e aliados europeus sobre um plano de paz proposto pelos EUA. A delegação ucraniana seria liderada por Andrii Yermak, chefe de gabinete de Zelensky, e reforçada por representantes da França, Alemanha e Reino Unido. A delegação dos EUA incluiria Dan Driscoll, secretário do Exército, e Steve Witkoff, enviado especial do presidente Donald Trump.
O plano de 28 pontos elaborado pelos EUA gerou preocupação em Kiev e capitais europeias, com Zelensky sugerindo que seu país poderia enfrentar uma escolha difícil entre defender seus direitos soberanos e manter o apoio americano necessário.
O plano americano cederia a muitas demandas russas, incluindo a entrega de territórios. Falando antes das conversas, Alice Rufo, ministra delegada do Ministério da Defesa da França, declarou que as restrições ao exército ucraniano eram uma limitação à sua soberania.
Trump mencionou que a proposta dos EUA não era sua “oferta final”, reiterando o desejo de alcançar a paz.

