A cesta básica no Recife registrou a maior alta do país em 12 meses (19,52%), o que corresponde ao acréscimo de R$ 107,03. Neste ano, o conjunto de itens essenciais na capital pernambucana chegou ao total de R$ 655,46 em julho. Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada na última quarta-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na variação dos primeiros sete meses deste ano, a capital teve alta de 11,41%, um acréscimo de R$ 67,11. Entre junho e julho, a cesta básica diminuiu em 15 cidades e aumentou em outras 12. Nesse período, o Recife obteve alta de 2,8%, com o acréscimo de R$ 17,84. Ambos os índices também são as maiores altas entre as cidades brasileiras pesquisadas nos respectivos períodos.
Apesar de ser responsável pelas maiores altas, a cesta básica do Recife ainda não está entre as mais caras do Brasil. Com base nos dados de julho do Dieese, no Nordeste, a cesta mais cara é de Fortaleza (R$ 738,09), seguida por Teresina (R$ 677,00), R$ São Luís (R$664,52) e Recife (R$ 655,46).
Entre junho e julho deste ano, cinco entre 12 produtos que compõem a cesta do Recife apresentaram elevação no preço médio: tomate (+15,25%), banana (+9,29%), arroz (+0,68%), óleo de soja (+0,43%) e carne (0,35%).
Enquanto isso, registraram redução de preço em julho os produtos: café (- 3,02%), feijão (-1,42%), manteiga (-1,39%), tarinha de mandioca (-1,14%), açucar (-0,45%), pão francês (-0,21%) e leite (+0,99%).
De acordo com o levantamento do Dieese, em julho, o trabalhador recifense que ganha um salário mínimo precisou trabalhar 94 horas e 59 minutos por mês para adquirir itens essenciais da cesta básica.
A quantidade de horas trabalhadas é de duas horas e trinta e quatro minutos a mais que o tempo registrado em junho de 2025, quando ficou em 92 horas e 25 minutos. Já em julho de 2024, o tempo comprometido foi de 85 horas e 27 minutos, nove horas e 32 minutos a menos que o observado em julho deste ano.
Fonte: Diario de Pernambuco