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Apesar de ter mulheres cotadas, João Campos não deve priorizar gênero na escolha de vice para 2026

Apesar de ter nomes de mulheres cotados para vice, a chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB), não deve priorizar a questão de gênero para a disputa ao governo de Pernambuco em 2026.

O prefeito ainda não oficializou a pré-candidatura, mas é tratado como nome natural do PSB para enfrentar a governadora Raquel Lyra (PSD) nas próximas eleições.

Nos bastidores, três mulheres aparecem como possíveis candidatas à vice de João: a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT); a deputada federal Iza Arruda (MDB), e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB). Oficialmente, o PSB nega que a construção da chapa esteja sendo feita faltando mais de um ano para as eleições.

Ao Diario de Pernambuco, no entanto, interlocutores do prefeito afirmaram que João está aberto a sair candidato ao lado de outro homem, assim como aconteceu no Recife em 2024, quando optou por Victor Marques (PCdoB), atual vice-prefeito.

A equidade de gênero foi prioridade para João na sua primeira eleição a prefeito da capital, em 2020, quando enfrentou a prima Marília Arraes (Solidariedade). Na ocasião, ele tinha como vice Isabella de Roldão (PDT), reacomodada posteriormente para a Secretaria de Trabalho e Qualificação Profissional.

Segundo aliados do prefeito, um dos principais argumentos para deixar de priorizar a questão de gênero nas eleições de 2026 é que a atual gestão estadual tem sido mal avaliada apesar de a governadora e a vice Priscila Krause (PSD) serem mulheres.

Internamente, o grupo também acredita que a falta de paridade de gênero não representaria um revés significativo na popularidade de João, que conseguiu votação histórica no Recife em 2024, mesmo tendo preterido sua antiga vice.

Essa opção facilitaria, ainda, a acomodação de aliados na chapa. Com apenas duas vagas para o Senado Federal, a vice pode ser utilizada para firmar aliança com outros partidos de grande porte que ainda não aderiram à Frente Popular, como o PP, que atualmente está na base de Raquel Lyra mas já acena ao prefeito.

Fonte: Diario de Pernambuco

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