PEC’s Travadas: Governo de [Estado] Busca Solução Após Impasse na Assembleia

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A bancada do governo na Assembleia Legislativa se reunirá na próxima segunda-feira para analisar detalhadamente as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que geraram um impasse nesta semana. Deputados experientes da base governista apontaram “pontos sensíveis” nos textos, que teriam sido recebidos em cima da hora. Essa insatisfação resultou em votos contrários na Comissão de Justiça e na ausência dos governistas no plenário na terça-feira, impedindo a realização da sessão, já que o quórum mínimo de 30 votos favoráveis para aprovação de PECs não foi alcançado.

Um deputado governista, presente em reuniões realizadas no Palácio e na Assembleia, relatou que a base está apreensiva, mas não há decisão formal de votar contra as PECs. Segundo ele, o objetivo é obter esclarecimentos, pois o futuro do estado está em jogo e a confiança em alguns integrantes da mesa diretora estaria abalada. O clima tenso na Assembleia tem dificultado a votação de propostas da mesa sem contestação.

Em meio ao impasse, deputados governistas próximos ao presidente da Assembleia se ofereceram para mediar um diálogo entre as partes, propondo mudanças nos textos ou a retirada de pauta dos projetos mais polêmicos, visando o retorno da normalidade aos trabalhos legislativos. Há um consenso de que a aprovação imediata de todas as PECs não é essencial e que o adiamento das decisões não prejudicaria o Legislativo.

A governadora, por sua vez, voltou a cobrar a votação do pedido de empréstimo de R$ 1,7 bilhão, retirado da pauta da terça-feira. Em declarações à imprensa, ela argumentou que o projeto tramita na casa há 170 dias e que, em sua experiência como presidente da Comissão de Justiça, projetos de empréstimo nunca levaram mais de quatro dias para serem votados.

Adicionalmente, tensões foram observadas entre os deputados Dani Portela e Alberto Feitosa, especialmente após Feitosa, presidente da Comissão de Justiça, cassar a palavra de Portela durante uma sessão. Os desentendimentos seriam motivados por divergências ideológicas e discordâncias sobre a tramitação de projetos relacionados à proibição do aborto.

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