A escolha de Belém, no Pará, como sede da COP30, visando transformar a cidade amazônica em epicentro do debate ambiental global, gerou questionamentos sobre planejamento e infraestrutura. Inicialmente, a capacidade de hospedagem para um grande número de participantes foi um dos principais pontos de preocupação. Organização e governo buscaram dissipar dúvidas, assegurando a aptidão para receber delegações internacionais e conduzir a agenda técnica e diplomática essencial para enfrentar a crise climática.
Contudo, a COP30 se encaminha para o fim sob um clima de desorganização. Um incêndio em parte da área de negociações, rapidamente controlado, expôs falhas, possivelmente ligadas a instalações elétricas improvisadas. A situação já havia sido sinalizada em documento oficial da ONU, que expressava descontentamento e solicitava medidas urgentes, deixando um legado de lições e um sentimento de vergonha compartilhada entre governo e ONU, corresponsáveis pela organização do evento.
Em carta oficial, a ONU alertou sobre riscos de exposição à eletricidade, goteiras, inundações, vazamentos e segurança precária. Apesar dos alertas, o evento começou sem que esses problemas fossem devidamente resolvidos. Relatos de jornalistas e membros de comitivas internacionais descrevem calor excessivo, banheiros inadequados e improviso nas instalações.
Apesar de atendimentos por inalação de fumaça, o incidente não causou ferimentos graves. A trigésima edição da COP fica marcada pela desorganização, e resta aos líderes presentes superar essa má impressão e firmar acordos efetivos. O documento final é aguardado com ceticismo, especialmente após o incêndio, que simboliza o improviso, a decadência da ONU e o avanço do aquecimento global.