Assalto à Biblioteca Mário de Andrade resulta no roubo de peças valiosas de artistas renomados
Dois homens armados roubaram 13 gravuras valiosas de Matisse e Portinari de uma exposição em São Paulo, gerando buscas policiais.
Dois homens armados realizaram um assalto ousado na Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, na manhã deste domingo, levando 13 gravuras de valor inestimável. As obras, de autoria dos renomados artistas Henri Matisse e Candido Portinari, faziam parte de uma exposição temporária e foram subtraídas sem que ninguém ficasse ferido, embora três pessoas estivessem presentes e tenham testemunhado a ação criminosa.
As peças roubadas integravam a mostra “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, uma colaboração entre a instituição e o Museu de Arte Moderna (MAM). Entre as obras subtraídas, destacam-se oito gravuras de Matisse e cinco de Portinari, representando um significativo golpe ao patrimônio cultural exposto na capital paulista.
Ousadia e Fuga dos Assaltantes
A Polícia Civil informou que o crime ocorreu por volta das 10h. Os dois assaltantes, munidos de armas, renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava a exposição.
Em seguida, dirigiram-se à área onde as obras estavam expostas e as removeram. Segundo o relato das autoridades, as gravuras, juntamente com oito quadros, foram acondicionadas em uma sacola de lona e os criminosos evadiram-se pela porta principal da biblioteca.
Imediatamente após o ocorrido, policiais militares nas proximidades foram acionados e iniciaram buscas intensivas na região. Contudo, até o momento, os suspeitos não foram localizados e as obras não foram recuperadas.
A polícia optou por não divulgar detalhes específicos sobre quais obras foram levadas, a fim de não comprometer as investigações em curso.
A exposição era reconhecida por reunir peças raras e de grande relevância histórica e artística. Do conjunto de Matisse, fazia parte a icônica série “Jazz”, um marco da fase tardia do artista, quando ele já explorava a técnica de recortes de papel colorido devido a limitações físicas.
As gravuras de Candido Portinari incluíam ilustrações produzidas para edições especiais de clássicos da literatura brasileira, como “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, e “Menino de engenho”, de José Lins do Rego, elevando ainda mais o valor das peças perdidas.
O roubo levanta preocupações sobre a segurança de acervos culturais no país, especialmente em exposições temporárias. A comunidade artística e as autoridades aguardam com expectativa a recuperação das obras e a identificação dos responsáveis por este ato que atinge o patrimônio artístico nacional.