obras levadas de biblioteca são inseridas na “Interpol dos museus”

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As 13 obras de Candido Portinari e Henri Matisse, roubadas da Biblioteca Mário de Andrade no domingo (7/12), foram inseridas no Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos, a “Interpol dos museus”, pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).

Os dados caracterizam as obras – com fotos, título, autoria, descrição e dimensões – para auxiliar na localização e recuperação das gravuras. As informações ajudam especialmente a Receita e a Polícia Federal nas apreensões em portos e aeroportos.

Foram subtraídas oito gravuras da série “Jazz”, de Matisse, e cinco gravuras da série “Menino de Engenho”, de Portinari. Veja fotos:

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Homem a Cavalo com Menino na Garupa – 1959, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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Mulher Morta, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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Queimada no Canavial, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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Homem Morto, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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Mestiço preso em Tronco, obra de Cândido Portinari roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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The Coyboy, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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The Sword Swallower, obra de Henry Matisse roubada da biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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The Swimmer in the tank, obra de Henry Matisse roubada da Biiblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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The Codomas, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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The nightmare of the white elephant, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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Monsieur Loyal, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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The Circus, obra de Henry Matisse roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

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Obra The Clown, de Henry Matisse, roubada da Biblioteca Mário de Andrade

Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

O Metrópoles havia apurado que as obras são: The Clown, The Circus, Monsieur Loyal, The nightmare of the white elephant, The Codomas, The swimmer in the tank, The sword swallower, The cowboy, de Matisse; e Homem a Cavalo com Menino na Garupa, Mestiço Preso em Tronco, Homem Morto, Queimada no Canavial e Mulher Morta, de Portinari.

As gravuras estavam expostas na mostra Do Livro Ao Museu, que celebrava o encontro dos acervos do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e da Biblioteca Mário de Andrade. O roubo aconteceu no último dia em que a exposição estava em cartaz.

Valor das obras

Um especialista ouvido pelo Metrópoles avaliou o tamanho do prejuízo do roubo das 13 obras.

“As obras roubadas de Portinari devem valer em torno de R$40mil cada uma. Já as obras de Matisse são parte de um álbum com 20 obras, e esse álbum deve valer em torno de $1milhão. Mas, não existe ter essas obras separadas, por ser um livro com 20 pranchas feitas em stencil, em uma edição de 250 exemplares, manuscritas por ele. Não vejo isso sendo vendido separadamente”, afirmou Acacio Lisboa, diretor da Galeria Frente e da casa de leilões de arte James Lisboa.

“Obviamente isso não vai ter reposição, pois é difícil aparecer essas obras, sem que estejam em álbum inteiro, para vender. Além disso, por ser a segunda vez que esse roubo acontece, acho que esse foi bem amador, pois agora só roubaram uma parte, os ladrões saíram a pé. Acho que não tinham noção do que estavam fazendo”, completou o especialista.

Interpol acionada

A Prefeitura de São Paulo divulgou, nesta segunda-feira (8/12), que acionou a Interpol — a polícia internacional –, através da Polícia Federal (PF), para evitar que as obras de arte roubadas deixem o Brasil.

A administração municipal diz, no comunicado, que a Interpol possui um aplicativo e um banco de dados global capazes de ajudar na busca e na recuperação de obras roubadas.

Além do órgão internacional, a prefeitura afirmou ter comunicado o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), através do Cadastro Nacional de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD); e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do Banco de Bens Culturais Procurados. A prefeitura também comunicou o crime à Associação de Galeria de Artes do Brasil (AGAB).

Suspeitos identificados

Os dois suspeitos de terem invadido e roubado as obras de artes foram identificados pela Polícia Civil por meio de imagens capturadas pelo SmartSampa, sistema de monitoramento da Prefeitura de São Paulo.

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Espaço roubado na Biblbioteca Mário de Andrade

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Obras de Matisse na biblioteca Mário de Andrade antes do roubo

Divulgação/MAM

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As 13 obras levadas, dos artistas Henri Matisse e Candido Portinari, ainda não foram encontradas

Édson Lopes Jr/Secom

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Biblioteca Mario de Andrade

Reprodução / Facebook

As imagens foram registradas às 10h43. Após o roubo, os ladrões são vistos estacionando uma van na Rua João Adolfo, próximo à Avenida Nove de Julho. Os dois retiram as obras do veículo e caminham pela calçada.

O que dizem as autoridades

Segundo a prefeitura, administradora do espaço, o local conta com sistema de câmeras e o material será fornecido às autoridades policiais. A biblioteca passou por perícia. A administração afirma que as obras contam com apólice de seguro.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil realiza diligências para identificar e prender os dois homens que roubaram os oito quadros e documentos históricos.

O caso foi registrado no 2º Distrito Policial (Bom Retiro) e é investigado pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).

Fonte: Metropole

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