Milhares de residências na Grande São Paulo enfrentam quarto dia sem luz, enquanto Justiça impõe multa à Enel por demora na reativação do serviço.
Mais de 345 mil imóveis na Grande São Paulo permanecem sem energia elétrica quatro dias após um vendaval, com a Enel enfrentando multa judicial.
Mais de 345 mil imóveis na Região Metropolitana de São Paulo permaneciam sem energia elétrica até a noite de sábado (13), quatro dias após um vendaval de grandes proporções atingir a capital e arredores. O incidente, que começou na quarta-feira (10), causou interrupções no fornecimento que afetaram inicialmente mais de 2,2 milhões de clientes da Enel Distribuição São Paulo.
A lentidão na recuperação do serviço tem gerado indignação entre os moradores.
A situação levou a Justiça de São Paulo a proferir uma decisão liminar, concedendo à Enel um prazo de 12 horas para restabelecer a energia nas áreas afetadas, sob pena de multa de R$ 200 mil por hora em caso de descumprimento. Contudo, a empresa de energia declarou no sábado que ainda não havia sido oficialmente intimada da decisão judicial.
Enel Mantém Previsão e Esforços de Restabelecimento
Apesar da pressão judicial e da insatisfação dos consumidores, a Enel Distribuição São Paulo reforçou sua previsão de normalização completa do serviço até o fim da noite de domingo (14). Em nota enviada à Broadcast, a empresa afirmou estar “trabalhando de maneira ininterrupta para restabelecer o fornecimento de energia ao restante da população que foi afetada pelo evento climático”.
Desde o início da crise, equipes da concessionária têm atuado para reparar a infraestrutura danificada, que inclui postes caídos e fiações rompidas. No entanto, a dimensão dos estragos causados pelo vendaval tem dificultado e prolongado os trabalhos, deixando milhares de famílias em situação precária, sem acesso a serviços essenciais e com prejuízos materiais.
A persistência da falta de energia, que se estende por quase uma semana em algumas localidades, tem gerado críticas severas à capacidade de resposta da Enel diante de eventos climáticos extremos. Consumidores relatam perdas de alimentos e medicamentos, além de dificuldades para trabalhar ou estudar, evidenciando a urgência da situação e a necessidade de uma solução eficaz e ágil.