Técnico português deixa o comando do Cruzeiro após uma temporada de sucesso, alegando a necessidade de cuidar da saúde física e mental e priorizar questões familiares.
Leonardo Jardim, em lágrimas, anuncia sua saída do Cruzeiro para priorizar a saúde mental e pessoal, após uma temporada de sucesso no clube mineiro.
O futebol brasileiro foi surpreendido com o anúncio, em meio a lágrimas, da saída de Leonardo Jardim do comando técnico do Cruzeiro. O treinador português, que tinha contrato com a Raposa até o fim de 2026, optou por acionar uma cláusula de desligamento, alegando a necessidade de uma pausa na carreira para cuidar da saúde física e mental, além de resolver questões pessoais e familiares.
Em coletiva de imprensa, Jardim explicou os motivos de sua decisão, que chocou a torcida cruzeirense após uma temporada marcada por resultados expressivos. “Esses momentos nunca são fáceis, mas é preciso ser racional.
Em fevereiro, quando cheguei, passei cerca de 45 dias entre viagens e hospital acompanhando minha esposa, sem tempo para nada. Dois dias depois de ela receber alta, vim para o Cruzeiro,” revelou o técnico, destacando o desgaste acumulado.
Ele enfatizou que sua dedicação a um projeto é total, e que atualmente não conseguiria garantir o mesmo nível de entrega. “Quando entro em um projeto, entro para dar o máximo, não apenas para cumprir contrato. Me dediquei 100%. O desgaste deste ano, não só esportivo, foi grande. Alguns sinais me alertaram que eu precisava parar e cuidar da minha saúde”, afirmou Jardim, relembrando uma pausa semelhante após sua passagem pelo Monaco para recarregar as energias.
Balanço da Temporada no Cruzeiro
Apesar da decisão de se afastar, Leonardo Jardim deixa o Cruzeiro com um legado positivo. Sob seu comando, o clube teve uma temporada fantástica, finalizando o Campeonato Brasileiro na terceira colocação – a melhor campanha desde 2014 – e garantindo uma vaga direta na Copa Libertadores após seis anos.
A equipe também alcançou as semifinais da Copa do Brasil.
“Foi uma temporada fantástica. Só não alcancei um objetivo, que era sair com um troféu.
Acreditei até o fim que isso poderia acontecer. Garantimos a vaga na Libertadores, mas faltou o título.
Isso me deixa triste e frustrado, mas o futebol é assim, decidido nos detalhes”, avaliou o treinador, lamentando a ausência de um título, mas valorizando as conquistas alcançadas.
Questionado sobre a sucessão no cargo, com nomes como Tite sendo especulados, Jardim preferiu não interferir. “O Cruzeiro tem profissionais qualificados para tomar essa decisão.
Prefiro não interferir. A estrutura está preparada para seguir em frente sem a minha ajuda.
Claro que o presidente pode me procurar se quiser conversar, nossa relação de amizade permanece”, concluiu, reafirmando sua gratidão ao clube e ao presidente Pedrinho.