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Polícia reage a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas

Incidentes ocorrem dias após a captura de Nicolás Maduro por tropas dos EUA e em meio a um cenário de instabilidade política e internacional....

Incidentes ocorrem dias após a captura de Nicolás Maduro por tropas dos EUA e em meio a um cenário de instabilidade política e internacional.

A polícia venezuelana reagiu com disparos a drones próximos ao palácio presidencial em Caracas, intensificando a tensão após a captura de Maduro pelos EUA.

A polícia da Venezuela efetuou disparos para afastar drones que sobrevoavam a área ao redor do Palácio de Miraflores, sede da Presidência, em Caracas, na noite de segunda-feira. O incidente, ocorrido por volta das 20h locais, gerou apreensão na capital, apenas dois dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, por tropas dos Estados Unidos, que realizaram um ataque à capital.

Uma fonte oficial confirmou à imprensa que “a polícia efetuou disparos para impedir a aproximação” de drones não autorizados, garantindo que “não houve qualquer confronto” e que o país permanece em “perfeita tranquilidade”. Contudo, moradores próximos ao palácio relataram ter ouvido sons semelhantes a detonações. Um residente descreveu ter visto “duas luzes vermelhas no céu” e a reação das pessoas observando pelas janelas, tentando compreender o ocorrido. Vídeos circulando nas redes sociais mostram o que parecem ser balas traçantes sendo disparadas e a mobilização de forças de segurança no entorno do palácio, indicando um estado de alerta elevado.

Cenário de Tensão Pós-Captura

Este episódio se insere em um contexto de profunda instabilidade. No sábado anterior, os Estados Unidos lançaram uma ofensiva em grande escala contra a Venezuela, com o objetivo declarado de capturar e julgar o então presidente e sua esposa, anunciando que administrariam o país até a conclusão de uma transição de poder.

Nicolás Maduro e sua mulher prestaram depoimentos em um tribunal de Nova York na segunda-feira, onde enfrentam acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, declarando-se inocentes. A próxima audiência está agendada para 17 de março.

No vácuo de poder, a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a Presidência interina da Venezuela, contando com o apoio das Forças Armadas. A ação militar norte-americana provocou uma divisão na comunidade internacional.

Enquanto a União Europeia defende que qualquer transição política no país inclua líderes da oposição, como María Corina Machado e Edmundo González, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para as preocupantes implicações regionais da ofensiva, especialmente o risco de intensificação da instabilidade interna na Venezuela.

A sequência de eventos, desde o ataque militar e a captura de Maduro até a presença de drones e a reação policial, sublinha a volatilidade da situação na Venezuela. A nação enfrenta um futuro incerto, com a administração interina de Rodríguez e o julgamento de Maduro nos EUA, enquanto a comunidade global observa atentamente os desdobramentos e as possíveis ramificações para a estabilidade sul-americana.

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