Ministro Diosdado Cabello detalha impacto da ofensiva norte-americana, que resultou na captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores
O ministro Diosdado Cabello, da Venezuela, informa que o ataque dos EUA deixou 100 mortos e capturou Maduro, gerando luto e tensão no país.
O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, anunciou na televisão estatal que o ataque dos Estados Unidos à Venezuela resultou em pelo menos 100 mortos e na captura do presidente Nicolás Maduro. A operação, que culminou na prisão do líder venezuelano, gerou forte condenação por parte do governo de Caracas.
Cabello afirmou que “até agora, há 100 mortos e um número semelhante de feridos. O ataque contra o nosso país foi terrível”. Ele também detalhou que a primeira-dama Cilia Flores sofreu um ferimento na cabeça e golpes pelo corpo, enquanto o presidente Maduro foi atingido em uma das pernas, mas ambos estariam se recuperando dos ferimentos.
Repercussão e Balanço de Vítimas
As Forças Armadas da Venezuela divulgaram vídeos dos funerais de militares que perderam a vida na ofensiva. As imagens mostram caixões envoltos na bandeira venezuelana, cenas de dor familiar e discursos que enaltecem a “coragem, bravura, honra e lealdade” dos combatentes.
Embora o governo não tenha liberado um balanço oficial detalhado, a agência France-Presse reportou a morte de ao menos um civil, um miliciano, 23 militares venezuelanos e 32 militares cubanos. O governo cubano já havia confirmado a morte de seus 32 militares, que estariam em “ações de combate” na Venezuela a pedido de Caracas, sem fornecer pormenores.
Fontes venezuelanas citadas pelo The New York Times indicavam um número inicial de até 80 mortos.
A ofensiva norte-americana foi lançada no sábado com o objetivo declarado de capturar Nicolás Maduro e sua esposa, com o anúncio de que os EUA administrariam o país até a conclusão de um processo de transição de poder. Após a prisão de Maduro, a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela, contando com o apoio das Forças Armadas.
Maduro e Cilia Flores compareceram a um tribunal em Nova York na segunda-feira, onde prestaram breves depoimentos. Ambos enfrentam acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, e se declararam inocentes.
A próxima audiência está agendada para 17 de março.