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BC Decreta Liquidação da Reag, Gestora Investigada em Fraudes do Caso Master e Elos com o PCC

Instituição, que administrava R$ 352 bilhões, é alvo de operações da PF e teve bens de controladores bloqueados por graves violações. O Banco Central...

Instituição, que administrava R$ 352 bilhões, é alvo de operações da PF e teve bens de controladores bloqueados por graves violações.

O Banco Central decretou a liquidação da Reag Trust, gestora de R$ 352 bilhões, investigada por fraudes no caso Master e supostas ligações com o PCC, gerando bloqueio de fundos.

O Banco Central (BC) decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag Trust, uma instituição financeira de grande porte que administrava R$ 352 bilhões em ativos até novembro. A decisão surge em meio a investigações sobre a participação da Reag em supostas fraudes financeiras no caso Master, envolvendo a inflação artificial de ativos via fundos de investimento.

Além disso, a gestora é alvo de suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A medida do BC ocorre um dia após a Polícia Federal deflagrar a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira a atuação de fundos de investimento supostamente utilizados para inflar o patrimônio do Banco Master. Entre os alvos da operação estavam endereços ligados a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, a seus familiares e a empresários como Nelson Tanure e João Carlos Mansur, ex-dono da Reag.

A defesa de Mansur afirmou não ter acesso à investigação, mas se colocou à disposição das autoridades.

João Carlos Mansur já havia deixado a presidência do Conselho de Administração da Reag em setembro de 2023, buscando conter uma crise de credibilidade. Sua saída ocorreu após a Operação Carbono Oculto, na qual a Reag foi investigada por um esquema de lavagem de dinheiro com suposta conexão ao PCC. Na época, a gestora negou veementemente qualquer ligação com a facção criminosa, afirmando total colaboração com as investigações.

Impacto da Liquidação e Futuro dos Fundos

A liquidação, motivada por “graves violações às normas” do sistema financeiro, conforme nota do BC, implica a interrupção das operações da Reag e a indisponibilidade dos bens de seus controladores e ex-administradores. Os fundos de investimento administrados pela Reag, embora congelados, não são encerrados automaticamente, pois seus ativos pertencem aos cotistas.

Caberá ao Banco Central ou aos próprios participantes dos fundos indicar um novo administrador. Durante essa transição, as movimentações dos fundos permanecem bloqueadas.

Caso não haja interesse em assumir os fundos, eles poderão ser liquidados, com a repartição de lucros ou prejuízos entre os cotistas.

Em paralelo à Reag, o Banco Central também decretou a liquidação da Advanced Corretora de Câmbio, sediada em São Paulo. A decisão para a Advanced foi justificada pelo comprometimento de sua situação econômico-financeira e por graves violações às normas regulatórias.

Ambas as liquidações reforçam a postura rigorosa do BC na fiscalização e manutenção da integridade do sistema financeiro nacional, com o compromisso de apurar responsabilidades e aplicar sanções cabíveis.

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