Diplomacia e interesses: a complexidade das relações entre Estados e regimes

A diplomacia contemporânea revela que os Estados agem por interesses e não por princípios, como demonstrado nas relações entre EUA e China e no caso da Segunda Guerra Mundial.
Foto: 1 de 1 imagem colorida donald trump e xi jinping - Foto: Andrew Harnik/Get
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A diplomacia é regida por um dogma que afirma que os Estados não se movem por princípios, mas por interesses. Isso faz sentido, desde que os interesses sejam considerados a longo prazo e dentro de um contexto amplo, sem rasgar os princípios. Exemplos da realpolitik de Henry Kissinger, que aproximou os Estados Unidos da China, contrastam com o pacifismo de Neville Chamberlain, que aceitou o acordo de Munique, resultando em consequências diversas.

A aceitação do regime chinês por Estados democráticos requer um entendimento histórico. No início do século XX, Sun Yat-Sen e o Kuomintang proclamaram a república, firmando um acordo com a URSS e o Partido Comunista. A guerra civil resultou em milhões de mortes, sendo interrompida pela invasão japonesa e pela Segunda Guerra Mundial. Mao Tsé-Tung emergiu como líder, unificando a China, mas com um alto custo humano.

Durante a visita do Presidente Sarney à China, Deng Xiaoping já havia iniciado a liberalização econômica. Naquela época, a economia chinesa era menor que a brasileira, mas atualmente a China é uma potência reconhecida, apesar das violações de direitos humanos que ocorrem. No Brasil, a situação também é preocupante, com relatos de abusos.

O caso das exigências de Hitler à Tchecoslováquia em 1938 ilustra outro aspecto da diplomacia. A França e a Inglaterra, temendo a guerra, pressionaram a Tchecoslováquia a aceitar as exigências alemãs, o que culminou no encontro em Munique. A incerteza sobre a palavra de Hitler preocupou os líderes europeus, mostrando como a diplomacia pode ser desafiadora em contextos de tensão.

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