Macaco sem cor é encontrado no Ceará

Descoberta de um filhote de macaco-prego com leucismo marca o primeiro caso de doença congênita em primatas no Brasil
Foto: 1 de 1 Imagens colorida mostram macaco-prego com leucismo - Metrópoles - F
Foto: 1 de 1 Imagens colorida mostram macaco-prego com leucismo - Metrópoles - F

Em uma unidade de conservação no Ceará, pesquisadores brasileiros encontraram um macaco com leucismo, uma doença congênita que causa a perda parcial ou total na pelagem do animal, mas que mantém a cor escura dos olhos. O achado ocorreu no Parque Nacional de Ubajara, localizado na região da Serra da Ibiapaba.

O animal, apelidado de "Fantasma", é um filhote de uma espécie de macaco-prego, a Sapajus libidinosus, que apresenta variação de cor entre marrom-escura até amarelo-dourada clara, com extremidades pretas. A detecção de perda de melanina é considerada rara em primatas.

Os resultados da descoberta estão disponíveis na revista científica Primates desde 8 de fevereiro. Os especialistas especulam que a condição pode ter sido influenciada por diferentes fatores, como poluição, mudanças ecológicas, alterações na alimentação padrão dos animais ou genética.

Os cientistas acreditam que o fator genético tenha sido o mais preponderante para a ocorrência do caso. É o primeiro caso de leucismo em primatas já identificado.

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