As propostas em análise na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para a venda fracionada de gás e a revisão do sistema de marca estampada em alto relevo nos recipientes podem fragilizar o modelo atual de distribuição de gás no Brasil. O presidente do Sindigás (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) destaca que essas mudanças podem aumentar os riscos à segurança, precarizar o serviço e permitir fraudes.
A proposta de venda fracionada, permitindo que o consumidor compre quantidades menores de GLP, é apresentada como uma forma de facilitar o acesso. Contudo, o setor alerta que isso pode comprometer a segurança durante o enchimento dos botijões, que atualmente ocorre em locais industriais com rigorosos padrões de segurança. A possibilidade de envasamento fracionado em locais menos adequados gera preocupação com acidentes e vazamentos.
Além disso, a operação em pequena escala pode ser menos eficiente e mais cara, elevando os custos logísticos e, consequentemente, o preço final ao consumidor. As distribuidoras argumentam que essa fragmentação das vendas não atenderia ao objetivo de redução de preços.
Outro ponto crítico é o modelo brasileiro de marca estampada em alto relevo, que garante a rastreabilidade dos botijões. O sindicato ressalta que cada botijão é de responsabilidade de uma distribuidora específica, que deve assegurar a manutenção e integridade do equipamento, respondendo por eventuais problemas relacionados ao gás.


