O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, foi reconduzido ao cargo de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia durante o 9º Congresso, realizado no domingo (22.fev.2026). A decisão foi aprovada por unanimidade, o que reforça o controle político de Kim sobre a nação, que é governada por um partido único.
A estatal KCNA informou que a escolha de Kim reflete a "avaliação histórica" dos últimos cinco anos e a "vontade unânime" dos delegados, filiados e das Forças Armadas. A agência destaca que, sob sua liderança, houve avanços significativos na construção socialista e na consolidação da unidade interna do país.
Além disso, a KCNA aponta que a capacidade de dissuasão de guerra da Coreia do Norte foi "radicalmente melhorada" e que houve progresso na execução do plano quinquenal, além de modernizações em áreas como saúde, ciência, educação, esportes e cultura. Kim é descrito como o único dirigente capaz de representar a "invencibilidade" da República Popular Democrática da Coreia.
O congresso, que reúne cerca de 5.000 delegados a cada cinco anos, é monitorado pela Coreia do Sul em busca de diretrizes políticas. Neste evento, também foram eleitos novos integrantes do Comitê Central e aprovaram-se revisões nas regras partidárias, embora os detalhes não tenham sido divulgados. Recentemente, a NIS informou que Kim escolheu sua filha, Kim Ju-ae, como sua herdeira. O presidente da China, Xi Jinping, parabenizou Kim pela reeleição, expressando a confiança do partido e da população norte-coreana.


