CPI do crime organizado autoriza investigação de empresas e ex-ministros ligados a Toffoli e

A comissão aprova quebra de sigilo de uma empresa de Dias Toffoli, além de convocação de Paulo Guedes, Roberto Campos Neto e Viviane Barci de Moraes. Pedido para ouvir administradora de escritório de Flávio Bolsonaro é rejeitado.
Foto: Notícias ao Minuto
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado decidiu destaques para investigar possíveis ligações entre o sistema financeiro e o poder público. Entre as medidas, estão a quebra de sigilo da Maridt Participações S.A, empresa com participação dos irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Também foi aprovada a convocação do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. A defesa da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, foi incluída na lista devido a contratos firmados com o Banco Master, por até 36 meses a partir de 2024, que somariam R$ 129 milhões se a instituição não fosse liquidada.

A solicitação para convocar Letícia Caetano dos Reis, administradora do escritório de Flávio Bolsonaro, não obteve sucesso. O senador Alessandro Vieira justificou que as medidas buscam identificar infiltrações criminosas em setores estratégicos do Estado.

O relator destacou que as investigações visam esclarecer a participação de Toffoli após mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e a presença do fundo Arleen, vinculado ao Master, no controle de empresas relacionadas ao ministro do STF.

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