O dólar comercial teve uma alta de 1,15% na quarta-feira, 3 de junho de 2026, fechando o dia cotado a R$ 5,067. Em contrapartida, o Ibovespa, que é o principal indicador da bolsa de valores B3, registrou uma queda de 2,22%, estabelecendo-se em 170.330,63 pontos.
Esse movimento no mercado financeiro é uma resposta à proposta do governo dos Estados Unidos de implementar uma tarifa de 25% sobre uma extensa lista de produtos importados do Brasil. A proposta foi anunciada na segunda-feira, 1º de junho de 2026, como parte de uma investigação comercial conduzida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).
Os investidores estão atentos às repercussões dessa proposta tarifária e aguardam novos desdobramentos nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. O cenário gera preocupação, especialmente para grandes empresas brasileiras listadas na Bolsa, como as exportadoras de commodities, aço e carne, que podem enfrentar uma redução significativa em seus lucros devido às tarifas.
Vale destacar que a proposta ainda não está em vigor. O USTR agendou uma audiência pública para o dia 6 de julho, enquanto o governo brasileiro terá até 15 de julho para apresentar suas respostas às reclamações feitas pelos Estados Unidos.
Embora muitos produtos possam ser afetados, alguns foram poupados das tarifas. Estão isentos itens como carnes, frutas, minerais, café, chá, especiarias, cereais, sementes, frutos oleaginosos, plantas industriais e medicinais, palhas e forragens. Além disso, aeronaves e suas peças fabricadas no Brasil, terras-raras, produtos químicos orgânicos, produtos farmacêuticos e fertilizantes também não serão impactados pela nova medida.