O Censo 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que mais de 34 mil crianças em união conjugal vivem atualmente no Brasil, sendo a grande maioria meninas. Essas uniões incluem casamentos formais, religiosos e consensuais, e estão presentes em mais de 2 mil municípios do país.
Perfil das crianças em união conjugal
Entre as 34 mil crianças registradas, 77% são meninas, mostrando uma clara desigualdade de gênero. A distribuição geográfica também revela concentrações significativas em grandes centros urbanos. A cidade de São Paulo lidera com 1,3 mil casos, seguida pelo Rio de Janeiro (809), Manaus (608), Fortaleza (513) e Salvador (299).
Os tipos de união registradas pelo IBGE incluem:
- Casamento civil e religioso: 7%
- Apenas civil: 4,9%
- Apenas religioso: 1,5%
- União consensual sem formalização: 87%
Vale destacar que essas uniões, em grande parte, são informais e não possuem validade legal, pois a legislação brasileira proíbe o casamento civil de menores de 16 anos, salvo autorização judicial em casos excepcionais.
Riscos e impactos das uniões precoces
Especialistas alertam que crianças em união conjugal estão mais expostas a riscos físicos, emocionais e sociais. O casamento ou convivência precoce pode limitar o acesso à educação, aumentar vulnerabilidades à violência e afetar o desenvolvimento emocional, principalmente para meninas.
Foto Arquivo/Marcello Casal Jr./Agência Brasi
Por Portal de Prefeitura