O uso de medicamentos injetáveis para perda de peso, como o Ozempic e o Mounjaro, tornou-se um fenômeno global. No entanto, o alto custo no Brasil tem levado muitos consumidores a buscar alternativas no país vizinho.
O contrabando de canetas emagrecedoras do Paraguai cresceu de forma alarmante, atraindo pessoas pelo preço reduzido. Mas o que parece uma economia pode custar caro para o organismo.
Segundo o médico Luiz Augusto Junior, pós-graduado em nutrologia, o público mais atingido são as mulheres jovens e adolescentes. “O impacto mais sério aparece em quem ainda está formando identidade e aprende cedo que existir é ‘caber’”, alerta o especialista.
Além da questão emocional, existe o risco sanitário. Muitos dos medicamentos vendidos no Paraguai, muitas vezes sem receita, não possuem autorização da Anvisa.
Sem essa regulação, não há garantia de que o conteúdo da caneta seja de fato a substância prometida. Ou que tenha sido mantido na temperatura correta, o que pode anular o efeito ou causar toxicidade.
Foto Matthew Horwood/Getty Images
Por Metropoles