Um levantamento realizado com dados do IVC (Instituto Verificador de Comunicação) e da PwC aponta que, entre 11 jornais analisados em suas plataformas digitais, cinco registraram aumento no número de assinantes em 2025. O crescimento foi impulsionado principalmente pela Folha de S.Paulo e pelo Estado de S. Paulo, que conquistaram, respectivamente, 60.757 e 29.030 novos assinantes no ano anterior.
A Folha de S.Paulo teve um crescimento de 7,5% no total de assinantes, passando de 813.115 para 873.872. O Estado de S. Paulo também apresentou um aumento de 7,5%, subindo de 389.466 para 418.496. É importante ressaltar que ambas as publicações deixaram de ter seus dados auditados pelo IVC, optando pela auditoria da PwC. O levantamento não forneceu detalhes sobre o processo de auditoria adotado por essas publicações.
No total, os 11 jornais analisados atingiram 2.058.571 assinantes digitais em 2025, o que representa um crescimento de 4,6% em relação aos 1.968.698 registrados em dezembro de 2024. Entretanto, seis jornais apresentaram queda no número de assinantes: Valor, Zero Hora (RS), Estado de Minas (MG), O Tempo (MG), Extra (Rio) e O Popular (Goiás).
A Folha de S.Paulo lidera o ranking de assinaturas digitais, com 873.872 assinantes. O Estadão ocupa a segunda posição com 418.496, seguido por O Globo, que possui 378.500, e o Valor, com 126.000. A Zero Hora (RS) aparece em quinto lugar, com 104.300 assinantes.
Apesar do crescimento observado, é relevante considerar que a população brasileira é de 213,4 milhões de habitantes. Assim, os 2.058.571 assinantes digitais correspondem a apenas 0,96% da população total. Além disso, a partir de 2023, o IVC implementou uma nova metodologia que permite que jornais contabilizem como assinantes aqueles que pagam pelo menos R$ 1,90, ao contrário da regra anterior, que exigia que a assinatura representasse pelo menos 10% do valor total do veículo de imprensa por 30 dias.
Essa mudança possibilitou que os principais veículos diários brasileiros ampliassem suas carteiras de assinantes, especialmente nas versões digitais. A alta expressiva nos números de assinantes da Folha de S.Paulo, por exemplo, pode ser vista como resultado da nova metodologia, que passou a incluir assinaturas de microplanos que já existiam, mas não eram divulgadas anteriormente.