Na quarta-feira, 27 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou um pacote de investimentos no valor de R$ 2,8 bilhões, destinado ao setor petrolífero no Amazonas, por meio da Petrobras e da Transpetro. A cerimônia ocorreu no Estaleiro Bertolini, em Manaus, e contou com a presença da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e do presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.
Os recursos destinados ao pacote não serão provenientes do Orçamento da União, mas sim da Petrobras, uma companhia de capital misto listada na Bolsa de Nova York, e de sua subsidiária responsável pelo transporte de petróleo.
Os investimentos incluem R$ 2,5 bilhões para a retomada das atividades no Polo Urucu, localizado em Coari. Este projeto marca o reinício das perfurações, que estavam paralisadas há 10 anos. Ao todo, serão perfurados 22 poços e instalados 40 km de redes de conexão, com a expectativa de um aumento de 4,4 mil barris por dia à produção atual, que é de 105 mil barris equivalentes.
Além disso, R$ 303,5 milhões serão aplicados na construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini, destinadas ao transporte de combustível marítimo em portos brasileiros. Outros R$ 325,3 milhões estão previstos para a construção de 18 empurradores em Santa Catarina, totalizando R$ 628 milhões em recursos para novas embarcações.
A Petrobras atualmente investe cerca de R$ 300 milhões anualmente em contratos terceirizados para o transporte de bunker e, segundo a estatal, ao operar com uma frota própria, o custo pode ser eliminado.
Durante seu discurso, Lula destacou a importância da Petrobras como símbolo de soberania nacional e criticou as privatizações promovidas durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele afirmou que "a Petrobras tem que prestar no Brasil, que é o Brasil que é o dono dela, não é ela que é dona do Brasil".