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Operação Crédito Corrompido revela fraudes no Banco de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal, em ação coordenada pela DRCOR, desmantela esquema de fraudes envolvendo funcionários do BRB. A operação resultou no cumprimento...

Nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, a Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da DRCOR (Delegacia de Repressão à Corrupção), deflagrou a operação chamada Crédito Corrompido. A investigação apura fraudes financeiras e crimes contra a administração pública, com a participação de funcionários, gerentes e correspondentes do BRB (Banco de Brasília).

Durante a operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo o Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 1 milhão em bens e valores, quantia que teria sido obtida como propina e posteriormente lavada por meio de uma empresa de fachada.

A ação conta com o apoio do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) e das polícias civis de São Paulo e do Rio de Janeiro. As investigações começaram em 2025, após o BRB identificar irregularidades e notificar as autoridades competentes.

De acordo com a Polícia Civil, a organização criminosa foi estruturada em cinco núcleos, que incluem correspondentes bancários, intermediários, gerentes do BRB Varejo, gerentes do BRB Alta Renda e operadores financeiros. O grupo operava em duas frentes principais de atuação.

A primeira delas envolvia empréstimos consignados no varejo, onde correspondentes bancários atraíam clientes inelegíveis, como professores e servidores temporários, por meio das redes sociais. Para isso, falsificavam documentos e contracheques, com a conivência de gerentes do BRB que validavam esses papéis. Os criminosos cobravam uma taxa de 30% sobre o valor liberado ou desviavam o dinheiro diretamente das contas das vítimas.

A segunda frente se referia à liberação de créditos milionários, onde funcionários de escalão superior do banco concediam grandes volumes de crédito sem critérios técnicos, em troca de propinas para operadores financeiros. As buscas realizadas na última quinta-feira visam consolidar o acervo de provas materiais contra os investigados, que responderão por crimes como peculato, corrupção ativa e passiva, estelionato contra a administração pública, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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