O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, anunciou nesta quinta-feira (28.mai.2026) que o programa Desenrola Empresas já ultrapassou R$ 8 bilhões em contratos voltados para pessoas jurídicas. Desde o início da nova fase do programa, foram realizadas 65.000 operações. A declaração foi feita durante sua participação no programa "Bom Dia, Ministro".
De acordo com Pereira, o crédito oferecido pelo Desenrola Empresas será fundamental para auxiliar microempresas e empresas de pequeno porte na adaptação à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6 X 1. O Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal em 4 de maio de 2026, inclui modificações no Pronampe e no ProCred 360, proporcionando ampliação de prazos, carências e limites de crédito.
O ministro explicou que o ProCred é destinado a empresas menores, com faturamento anual de até R$ 360 mil, enquanto o Pronampe atende negócios de maior porte. Ele ainda ressaltou que o governo ampliou os fundos garantidores das linhas de crédito, um mecanismo que permite à União oferecer garantias para empréstimos a pequenos negócios. Pereira destacou a dificuldade enfrentada por essas empresas em obter crédito, especialmente devido à falta de patrimônio que permita garantir os empréstimos.
Empresas com faturamento anual de até R$ 360 mil poderão acessar crédito equivalente a 50% de sua receita, com possibilidade de aumento para 60% no caso de empresas lideradas por mulheres. A carência para pagamento pode chegar a até 2 anos, e o período total de pagamento pode ser estendido por até 8 anos. O ministro enfatizou que não é necessário estar inadimplente para usufruir das linhas de crédito, sendo possível também trocar dívidas com juros altos por novas condições mais vantajosas.
"Você reduz o nível de endividamento. Isso também, às vezes, corrige uma situação que você diz assim: poxa, mas eu fiz tudo certo, não parei de pagar e não tem nenhum programa para mim? Não, tem sim", afirmou Pereira.
Por fim, o ministro abordou a questão do teto do Microempreendedor Individual (MEI), atualmente fixado em R$ 81.000 por ano. Ele mencionou que o governo está avaliando alternativas, mas ressaltou que qualquer aumento do teto deve ser analisado com cautela, levando em conta o impacto fiscal e o risco de pejotização. "Hoje o governo não tem uma proposta de aumento do teto do MEI. […] Pode ser o aumento do teto, pode ser outra solução, mas a gente ainda está estudando isso", concluiu o ministro.