Em abril de 2026, o governo federal arrecadou R$ 21,8 bilhões provenientes da exploração de petróleo, o que representa um aumento real de 9,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Essa informação foi divulgada pelo Tesouro Nacional na quinta-feira, 28 de maio de 2026.
O secretário adjunto do Tesouro Nacional, David Athayde, atribuiu esse crescimento à alta no preço internacional do petróleo tipo Brent e à ampliação da produção nacional. Athayde destacou que os royalties começaram a refletir o aumento no valor da commodity registrado em março. Esse ingresso adicional é considerado um fator que contribui para a redução da velocidade do déficit fiscal, que alcançou R$ 130,6 bilhões, equivalente a 0,97% do Produto Interno Bruto.
No acumulado do período de janeiro a abril, as contas públicas apresentaram um superávit de R$ 8,7 bilhões, contrastando com um déficit de R$ 73,2 bilhões registrado em 2025. O secretário adjunto também mencionou que o resultado acumulado seria similar ao do ano passado, se fossem desconsiderados os pagamentos de precatórios.
As despesas totais aumentaram 14,2% no quadrimestre, devido ao fato de que as ordens judiciais se concentraram em março deste ano, enquanto no ano anterior os desembolsos ocorreram em julho. A análise da margem da regra de ouro indica uma insuficiência de R$ 184,3 bilhões para o fechamento do ano, um valor inferior aos R$ 283 bilhões projetados anteriormente.
O relatório bimestral prevê um déficit de R$ 60,3 bilhões para 2026, mas indica uma margem de R$ 4,1 bilhões que permitirá o cumprimento do limite inferior da meta fiscal. A arrecadação total teve um crescimento real de 6%, enquanto a receita líquida subiu 5,8% no mês. O recolhimento gerido pela Receita Federal do Brasil cresceu 7,9%, com destaque para o Imposto sobre a Renda Retido na Fonte sobre capital e o Imposto sobre Operações Financeiras.
A arrecadação líquida destinada ao Regime Geral de Previdência Social aumentou 7,2% em função do crescimento da massa salarial e do emprego. Por outro lado, as receitas não administradas apresentaram uma queda de 4,7%, resultado da diminuição na distribuição de dividendos da Caixa Econômica Federal.